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Levantamento aponta impacto de sono, mal súbito e desatenção em acidentes nas rodovias do Brasil

Estudo com dados da PRF revela que questões médicas e emocionais contribuíram para mais de 1,2 milhão de ocorrências entre 2014 e 2024

Foto: Divulgação | PRF

Problemas relacionados à saúde física e emocional dos motoristas foram responsáveis por 28% dos sinistros registrados nas rodovias brasileiras entre 2014 e 2024. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ao todo, foram analisados 4.339.762 sinistros no período.

Desse total, 1.206.491 ocorrências tiveram relação direta com fatores ligados à saúde dos condutores, como sono, ausência de reação, desatenção, transtornos mentais, mal súbito, uso de substâncias psicoativas, além de limitações motoras, neurológicas e doenças oculares.

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Segundo o estudo, os problemas de saúde aparecem como a segunda principal causa de acidentes nas rodovias federais brasileiras.

O principal fator segue sendo o comportamento inadequado ao volante, responsável por 49% das ocorrências.

Nesse grupo estão infrações como excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos e outras imprudências classificadas pela PRF como fator humano.

Somados, os fatores humanos e os problemas de saúde representam cerca de 80% de todos os sinistros registrados no período analisado.

O levantamento também apontou outras causas para os acidentes.

Problemas estruturais nas rodovias, como pavimentação inadequada, falhas na sinalização e geometria da pista, responderam por 8% das ocorrências.

Já falhas mecânicas e má conservação dos veículos representaram quase 7%.

Fatores ambientais, como neblina, chuva intensa e presença de animais na pista, foram responsáveis por 4% dos registros.

Na análise por estados, algumas unidades federativas apresentaram percentual acima da média nacional.

Roraima lidera o ranking, com 35,1% dos acidentes ligados a questões de saúde.

Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul e Piauí.

Em números absolutos, Minas Gerais concentrou o maior volume de ocorrências relacionadas ao problema, seguido por Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Santa Catarina aparece com 120.665 registros no período analisado.

Segundo a Abramet, os dados reforçam a necessidade de atenção à saúde dos motoristas, especialmente em regiões com grande circulação de veículos de carga e longas jornadas ao volante, onde a fadiga e distúrbios do sono são fatores frequentes.

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