
A nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a disputa presidencial de 2026 mostra uma estabilização de cenário: o presidente Lula (PT) não seria eleito em 1º turno, e disputaria voto a voto a reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, se as eleições fossem ontem (28). A AtlasIntel entrevistou 5.008 eleitores de 22 a 27 de abril. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. O registro no TSE é de código BR-07992/2026.
Esta coluna irá considerar apenas o cenário 1 da pesquisa, visto que partidos minoritários como a Unidade Popular e o PSTU ainda não definiram os nomes para a disputa presidencial: em votos válidos, Lula chega aos 46,9%; Flávio Bolsonaro marca 39,9%; Renan Santos (Missão) chega aos 5,3%; Ronaldo Caiado (PSD) marca 3,3%; Romeu Zema (Novo) figura com 3,1%; Augusto Cury (Avante) chega a 1,1%; e Aldo Rebelo (DC) marca apenas 0,3% dos votos válidos.
Entre os candidatos da chamada “terceira via”, quem mais cresceu foi Renan Santos, e por muito pouco não ficou isolado na 3ª colocação da pesquisa. Entretanto, o que realmente conta é a disputa entre Lula e Flávio: para o atual presidente vencer em 1º turno, ele precisaria de 3,6 milhões de votos a mais do que os 56,3 milhões que atualmente indica, numa base hipotética de 120 milhões de votos válidos.
No cenário de 2º turno, empate técnico entre Lula e Flávio: o liberal chega aos 50,2% dos votos válidos, enquanto o petista chega aos 49,8%. Em votos, a diferença seria de apenas 500 mil. Uma situação extremamente ajustada. Na intenção de voto, 4,7% dos entrevistados votariam branco, nulo ou estão indecisos. Entre Lula e Flávio, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem mais confiança da população do que Lula para administrar todos os setores do Governo Federal, exceto o meio ambiente, onde empata com o atual presidente.
Comunicação de conclusão de obras milionárias em Chapecó
O vereador Wilson Cidrão (Novo) protocolou, ontem (28), um projeto de lei para obrigar a Prefeitura de Chapecó a informar à Câmara de Vereadores a conclusão de qualquer obra pública que supere o valor de R$ 4 milhões previamente à sua entrega definitiva. Recebida a comunicação, a Câmara Municipal poderá, a seu critério, proceder à vistoria da obra, mediante constituição de Comissão Especial ou deliberar pela dispensa de vistoria.
O projeto de lei, para Cidrão, tem como objetivo fortalecer os mecanismos de transparência e fiscalização das obras públicas municipais, especialmente aquelas de elevado valor financeiro: “A participação do fiscal da obra e a disponibilização dos projetos asseguram que eventual vistoria seja realizada com base técnica, contribuindo para maior controle, transparência e qualidade das obras públicas”.
Recadinhos
- O SBT e a Data Povo adiaram para segunda-feira (4) a publicação da primeira pesquisa do instituto brasiliense para a disputa ao Governo de Santa Catarina. Não haverá sondagem para a eleição ao Senado neste levantamento.
- Depois de discussões entre Planalto e Congresso e semanas de interlocução entre os políticos, começa hoje a sabatina de Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF, conforme a newsletter The News.
- Indicado por Lula, Messias encara primeiro a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde precisa de 14 votos para avançar. Depois, o advogado-geral da União precisará de ao menos 41 votos no Senado para ser aprovado.
- Nos bastidores, o governo está confiante. A conta levada ao Planalto fala em cerca de 50 votos garantidos, acima do desempenho de Flávio Dino em 2023. Já a oposição calcula que ele teria dificuldade até para passar dos 35 votos.






