
A informação do jornalista Marcelo Lula, publicada ontem (21), precisa envergonhar o PL. Conforme o colunista, o senador eleito Carlos Bolsonaro estaria trabalhando para impedir que Ana Campagnolo presida a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A parlamentar mais votada nas últimas duas eleições para deputado estadual chega ao terceiro mandato com condições e experiência suficientes para assumir o cargo, entretanto, existem pressões partidárias vindas de uma mulher do “andar de cima” do prédio legislativo do país.
De acordo com Marcelo, a campeã de votos para deputada federal, Júlia Zanatta, estaria apoiando a ideia de Carlos, e junto com o marido Guilherme Colombo, que foi eleito deputado estadual, apoia que Camilo Martins seja indicado pelo PL como presidente da Assembleia. Também fazem parte desse grupo, segundo relatos, os deputados eleitos e reeleitos Bruno Souza, Jessé Lopes, Oscar Gutz, Marcius Machado e Marcos da Rosa. Fontes afirmam que parlamentares de esquerda estariam dispostos a apoiar Camilo.
Conforme Marcelo, Carlos Humberto, Juliana Maciel, Chica do Eskudlark, Willian Tonezi, Edilson Massocco e Leandro Sorgatto seriam os deputados do PL fechados com Campagnolo. Outro que deve se aproximar é Ulisses Gabriel. Maurício Peixer ainda é uma incógnita. Fernando Krelling (MDB) e Pepê Collaço (PP) poderiam compor um acordo para que Ana ficasse apenas um ano como presidente, Camilo no segundo, Fernando no terceiro e Pepê no quarto, em uma proposta que a coligação que apoiou João Rodrigues (PSD) está fazendo.
Marcelo Lula afirma que o governador Jorginho Mello tem adotado um discurso de cautela. Aos parlamentares interessados em disputar o comando da Assembleia, tem pedido calma e afirmado que não pretende direcionar seu apoio a nenhum nome. A orientação é para que cada interessado construa sua própria viabilidade e depois a apresente a ele. Em um vídeo publicado ontem no Instagram, Júlia Zanatta negou qualquer interesse na disputa pela presidência da Assembleia.
Independentemente da repercussão, essa ventilação de intenções demonstram a falta flagrante de articulação do PL, que se tornou poderoso pela confiança dos catarinenses e pelo sentimento de reforçar os valores conservadores de sua cultura e sociedade. Não adianta ter 16 deputados estaduais eleitos se não há parcimônia, ética nas negociações internas e espírito de equipe. Por ausência disso, novamente, os partidos de centro e de esquerda serão novamente decisivos em 1º de fevereiro do ano que vem.
Recadinhos
- Um novo relatório revelou que, dos 9,4 milhões de habitantes de Cuba, um em cada quatro moradores tinha 60 anos ou mais, conforme a newsletter The News.
- Para efeito de comparação, a média de idosos na América Latina era de 13,4% em 2024, ou seja, metade do número de Cuba (26%). Por aqui, os idosos representam 16% de toda a população.
- O número de idosos aumenta ao mesmo tempo em que o país tem menos gente. Desde 2016, a ilha já perdeu quase 2 milhões de habitantes em meio à crise que atingiu o país, principalmente no período pós-pandemia.
- Além disso, a taxa de fecundidade caiu na ilha, com os nascimentos abaixo de 100 mil entre 2020 e 2024. Cada mulher cubana tem, em média, 1,3 filho, o menor número da história do país.







