InícioChapecóOrçamento de Chapecó deve crescer R$ 115 milhões em 2027

Orçamento de Chapecó deve crescer R$ 115 milhões em 2027

Proposta prevê R$ 2,215 bilhões em receitas e despesas, com R$ 562,5 milhões para educação, R$ 391 milhões para saúde e R$ 440,2 milhões em investimentos.

Foto: Prefeitura de Chapecó

O orçamento de Chapecó para 2027 está estimado em R$ 2,215 bilhões, crescimento nominal de R$ 115 milhões, ou 5,48%, em relação aos R$ 2,1 bilhões previstos para 2026. O projeto foi encaminhado pela Prefeitura de Chapecó à Câmara de Vereadores na quarta-feira (28) e será analisado pelos parlamentares.

Educação e saúde concentram R$ 953,54 milhões da proposta, o equivalente a 43,05% do orçamento municipal. A Secretaria de Educação terá a maior parcela, com R$ 562,52 milhões, correspondentes a 25,40% do total. Desse montante, R$ 212,5 milhões serão destinados à educação infantil, incluindo R$ 30,98 milhões para construção e ampliação de unidades e R$ 28,02 milhões para transporte escolar.

O Fundo Municipal de Saúde contará com R$ 391,02 milhões, ou 17,65% do orçamento. Desse valor, R$ 226,54 milhões estão previstos para a manutenção da atenção à saúde.

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Os investimentos somam R$ 440,24 milhões, equivalentes a 19,88% das despesas projetadas. A Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Obras terá R$ 259,05 milhões, enquanto a área de Serviços Urbanos e Zeladoria contará com R$ 119,15 milhões. Para Obras e Infraestrutura Urbana, a previsão é de R$ 70,04 milhões. A proposta também destina R$ 99,31 milhões à Segurança Pública e R$ 19,22 milhões à Habitação.

Entre as fontes de receita, o projeto estima R$ 1,103 bilhão em transferências correntes, antes das deduções, e aproximadamente R$ 591,3 milhões em receitas tributárias e contribuições de melhoria. A previsão inclui R$ 254,49 milhões em arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS), R$ 75,27 milhões em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e R$ 76,09 milhões em Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Outros R$ 170,93 milhões poderão ser obtidos por meio de operações de crédito.

Segundo o secretário da Fazenda, Moacir Rohr, até setembro de 2026, o município havia arrecadado R$ 1,336 bilhão, o equivalente a 63,62% dos R$ 2,1 bilhões previstos inicialmente para o ano. No mesmo período, as despesas empenhadas chegaram a R$ 1,538 bilhão, correspondentes a 73,23% do orçamento estimado. Os empenhos representam compromissos assumidos pela administração e não significam, necessariamente, que os pagamentos já tenham sido realizados.

Na justificativa do projeto, o prefeito Valmor Scolari relacionou o crescimento projetado às expectativas para a economia e ao desempenho do município. O documento associa o planejamento a investimentos em obras, geração de emprego e renda, qualificação profissional, inclusão social e melhoria dos serviços públicos.

A proposta também autoriza a abertura de créditos suplementares por decreto até o limite de 25% da despesa prevista, o equivalente a R$ 553,75 milhões, respeitadas as exceções estabelecidas no texto. A execução das ações previstas dependerá da arrecadação efetiva e do cumprimento das condições legais para aplicação dos recursos.

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