sexta-feira, abril 17, 2026
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Alunos organizam ocupação do Restaurante Universitário da UFFS caso a situação não mude

Cozinha solidária esteve em pauta na assembléia realizada na última segunda-feira (13)


Plástico, porca de parafuso, larvas, mosca, cabelo entre outras coisas foram encontradas por estudantes no alimento servido no Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), segundo dados registrados em uma planilha organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). O espaço chegou a ser fechado por dois dias na semana passada e a Universidade instaurou processo de responsabilização. 

Segundo o Presidente do DCE da UFFS, Renan Berlt Couto, “tudo isso se iniciou na quinta-feira (09)”, com o atraso da empresa responsável pelo restaurante para abrir o estabelecimento. Nesse momento, a refeição atrasou e muitos estudantes que dependem do transporte não puderam aguardar e saíram sem almoço. Os dados registrados na planilha do formulário “Irregularidades no RU”, até o momento com 69 respondentes, apontam que apenas três pessoas não consideram a refeição no RU como a principal fonte de alimentação. As demais respostas se dividem em “sim” e “parcialmente”. À noite, ainda na quinta-feira, o restaurante foi fechado, segundo a Universidade, por questões administrativas. 

A situação motivou o movimento de estudantes em conjunto com a Direção de Campus. Segundo Couto, “a conversa com a empresa (responsável pelo RU) é extremamente dificultosa”, por não ser da região. A definição da empresa que assume o RU acontece a cada início de ano, através de processo licitatório. Nesse caso, o contrato está vigente desde 27 de janeiro deste ano. Na sexta-feira (10), o relato era de que “só teria cebola e alho”. A Universidade se manifestou, então, através de uma nota publicada no mesmo dia. Nela, afirmou que “a fiscalização do contrato está ciente das falhas”, de natureza “estrutural, operacional e administrativas”, além de que estão sendo “emitidas notificações formais à concessionária, conforme previsto no contrato”.

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Na segunda-feira (13), foi realizada uma assembléia estudantil no Campus, onde participaram cerca de 120 estudantes. Entre os encaminhamentos, estiveram a garantia de abono de faltas aos estudantes afetados, arrecadação de alimentos não perecíveis e recursos financeiros, garantia de fornecimento de marmitas para estudantes com gratuidade e a criação de uma comissão para organização da cozinha solidária, esta última visando a ocupação do RU, caso as demandas de melhoria não fossem atendidas até o dia 30 de abril. O relato de Renan ainda diz que “não adianta cancelar as aulas se os estudantes vão passar fome em casa”. Movimentos sociais engajaram e se dispuseram à ajudar na organização das refeições. 

O processo de responsabilização citado em nota pela Universidade segue em trâmite, sem rompimento efetivo do contrato até o momento. Em declaração, é afirmado ainda que a Equipe de Fiscalização e Gestão “seguem atuando de forma permanente”, inclusive com medidas que possibilitem a substituição da empresa concessionária, caso necessário. A organização do formulário pelo DCE funciona como forma de documentar as experiências dos estudantes, pois segundo o aluno, “A empresa falou que não tinha reclamações sobre o restaurante”, pois apenas três pessoas haviam entrado em contato com a ouvidoria. 

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