
Ontem (22), ocorreu o debate entre os candidatos a governador de Santa Catarina da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado (Acaert). Estiveram presentes os candidatos João Rodrigues (PSD), Gelson Merisio (PSB) e Ralf Zimmer (PRD). Jorginho Mello (PL) faltou ao debate por, através de iniciativa própria, reassumir o Governo do Estado na noite de segunda-feira (21) para coordenar as ações de socorro às centenas de pessoas diretamente afetadas pelo mau tempo registrado em Santa Catarina.
Na primeira rodada de debate, o tema definido pela Acaert foi a energia trifásica e a conectividade no campo. Ralf Zimmer abre o tema recordando recentes polêmicas envolvendo a Celesc, que tem um rombo de R$ 300 milhões, conforme acusação do Ministério Público, envolvendo a contratação de uma empresa para cobrança de dívidas atrasadas. Gelson respondeu afirmando que a energia trifásica “já deveria estar pronta no interior”, e falou que, ao contrário do que defendeu em 2018, não privatizaria a Celesc.
Em sorteio, a Acaert pediu a Merísio sobre UTI Neonatal, e o candidato perguntou a João Rodrigues sobre o assunto defendendo uma “crise estadual” de disponibilidade de leitos de terapia intensiva. O candidato do PSD afirmou que Jorginho Mello não planejou o crescimento e os investimentos na saúde feitos em seu governo, e propôs a construção de 10 hospitais, sendo seis de grande porte, e quatro de médio ou pequeno porte, podendo ser substituído por ampliação de outros hospitais.
A Acaert pediu que João Rodrigues questionasse Zimmer sobre a contenção de cheias e a construção de micro barragens. O candidato do PSD ressaltou as previsões para a força do El Niño, qualificando como “catastróficas”. Ralf recordou um projeto da década de 1970 do ex-governador Antônio Konder Reis, de fazer a transposição do rio Itajaí-Açu em Itajaí. Ele alegou que o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) tinha condições de fazer a obra após as enchentes de 2008 e 2011, mas não fez.
No confronto direto com tema livre, João perguntou a Merísio sobre as falas de Lula no comício ocorrido no sábado (19) em Florianópolis sobre o agronegócio. O candidato do PSB afirmou que o contexto da sugerência do presidente da República, de que o “agro deveria se ajoelhar a ele”, trata-se dos recursos injetados pelo Plano Safra no Estado, mas entende que, “fora do contexto, ele (Lula) foi agressivo”. Na réplica, o candidato do PSD afirmou que a fala do presidente foi “extremamente desnecessária”.
Gelson perguntou a Ralf sobre o programa Universidade Gratuita. Zimmer afirma que irá terminar com o programa, e reverter o valor investido nas bolsas em recursos para o Ensino Médio. Merísio criticou que o Universidade Gratuita deixa de fora metade dos alunos que teriam necessidade de bolsas de estudos, o que daria 60 mil estudantes universitários. Ralf chamou as alternativas apresentadas pelo candidato de esquerda como “populistas”.
Recadinhos
- No primeiro dia da Assembleia da ONU, ontem, os discursos foram recheados de críticas e provações. Os holofotes do dia se concentraram principalmente no Brasil e nos Estados Unidos, conforme a newsletter The News.
- Por tradição da organização, o primeiro a puxar a fila foi o presidente do Brasil, que discursou por cerca de 20 minutos e abordou tanto temas nacionais como internacionais.
- Lula defendeu o Pix, o fim das bets e da jornada de trabalho 6×1, e falou que o Brasil apresentou propostas junto aos Estados Unidos para combater o crime organizado.
- Ao mesmo tempo, o presidente criticou o “genocídio” praticado por Israel, disse que a Venezuela deve definir o próprio futuro e, sem citar nominalmente Trump, afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.






