
O preço da cesta básica caiu em Chapecó no mês de agosto, mas a redução ainda não foi sentida da mesma forma pelos consumidores. Essa foi a percepção da maioria dos participantes do Clic Quer Saber desta semana, encerrado com 226 votos.
A opção “Sim, ainda pesam bastante” recebeu 54% dos votos, o equivalente a 121 participantes. Outros 37%, ou 84 pessoas, afirmaram que sentiram uma melhora nos preços. Já 9%, correspondente a 21 participantes, disseram que as compras ainda pesam, mas estão mais controladas.
O resultado da enquete ocorre após levantamento realizado pelo Curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e pelo Observatório Pollen apontar uma queda de 4,6% no preço da cesta básica em Chapecó durante agosto. O valor passou de R$ 661,61 em julho para R$ 631,13 no mês passado, uma redução de R$ 30,48.
A pesquisa registrou a terceira queda consecutiva no valor da cesta básica no município. Entre os produtos que mais contribuíram para a redução estão a batata inglesa, que caiu 42,76%, o tomate, com redução de 30,84%, o alho, que ficou 26,77% mais barato, a cebola, com queda de 17,51%, e a cenoura, com redução de 16,67%.
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros no período. A carne de frango teve alta de 23,79%, enquanto a couve subiu 19,22%. Também foram registradas elevações nos preços do absorvente, de 11,94%, da massa com ovos, de 10,62%, e da margarina, de 8,41%.
A pesquisa foi realizada em 10 estabelecimentos comerciais de Chapecó, com coleta de preços nos dias 5 e 6 de agosto. O levantamento considera 13 produtos e apontou que a cesta básica de R$ 631,13 representa 38,93% de um salário mínimo de R$ 1.621.
Além da cesta básica, o estudo acompanha o chamado cesto básico, que reúne 57 itens e serviços. Em agosto, o valor chegou a R$ 2.747,10, uma alta de 0,31% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2025, o aumento foi de 2,54%.
Os números ajudam a explicar a diferença entre a redução registrada no valor médio da cesta básica e a percepção dos consumidores. A queda geral não ocorreu de maneira uniforme entre todos os produtos, e o impacto no orçamento pode variar de acordo com os itens que fazem parte das compras de cada família.
Resultado da enquete
- 54% (121 votos) disseram que as compras ainda pesam bastante no bolso;
- 37% (84 votos) afirmaram que sentiram uma melhora nos preços;
- 9% (21 votos) disseram que as compras pesam, mas estão mais controladas.
Ao todo, 226 pessoas participaram da enquete desta edição do Clic Quer Saber.







