
A coluna segue sua série de edições tratando, de forma detalhada, todos os dados do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), e que indicaram, pela primeira vez na história, Santa Catarina como o estado mais competitivo do Brasil. Isso não quer dizer que tudo está perfeito entre os barriga-verdes, e é exatamente por isso que vamos fazer a radiografia completa dos números que compõem o estudo. As notas vão de zero a 10 para todos os quesitos.
Educação
Santa Catarina tirou 10 na habilitação dos sistemas de avaliação da educação básica. A nota média do IDEB em 2023, ponderada pelo peso de cada nível de ensino no número de matrículas, ficou em 5,5. A média da nota do ENEM em Santa Catarina é a 2ª melhor do Brasil: 565 pontos.
O Índice de Oportunidade da Educação, que mede a qualidade das oportunidades educacionais oferecidas por municípios e estados, deu uma nota 5,4 para Santa Catarina. No Estado, 95,7% das crianças e adolescentes entre seis e 14 anos frequenta a escola. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, a frequência é de 83,6%; e entre crianças de zero a cinco anos, a frequência chega ao recorde nacional de 71,7%.
Eficiência da Máquina Pública
Em Santa Catarina, a taxa de congestionamento líquida do Poder Judiciário é de 58,8%. Essa taxa é calculada no percentual de processos que ficaram represados sem solução, comparativamente ao total tramitado. Proporcional ao PIB, o Governo do Estado, o Tribunal de Justiça e a Assembleia Legislativa catarinenses são as mais caras da região Sul. O Executivo custa 0,54% do PIB, o Judiciário, 0,75%; e o Legislativo, 0,23%. A nota de transparência do Estado ficou em 9,2.
De zero a 10, a qualidade da informação contábil e fiscal estadual chega a 8,9. Já a produtividade dos magistrados e servidores do Poder Judiciário chega à nota 6,7. Na oferta de serviços públicos digitais por parte do Estado, Santa Catarina vai mal, com uma nota 4. A diferença percentual do salário médio do servidor público estadual em relação ao salário médio do setor privado em Santa Catarina é de 48,9%. Por fim, as mulheres ganham 2,4% a menos do que os homens no Governo do Estado, a menor diferença do Brasil.
Infraestrutura
No Estado, existem 161 acessos de telefonia móvel e banda larga fixa para cada 100 habitantes. Entretanto, de zero a 10, a qualidade do serviço de telecomunicações ficou em 7,2; a quarta pior nota do país. O preço médio de revenda pago pelo Etanol Hidratado, Gasolina Comum e Óleo Diesel é de R$ 6,02; a média mais alta da região Sul. No saneamento básico, o catarinense paga, em média, R$ 7,14 por cada mil litros de água tratada e distribuída.
Santa Catarina teve 28.057 voos domésticos diretos no ano passado, sendo o 9º estado em movimento aéreo do país. No Estado, 100% dos domicílios possui energia elétrica, o que rende outra nota 10 para Santa Catarina. O custo médio da energia está em R$ 815,16 na média das tarifas de consumo comercial, residencial, industrial e rural, ponderada pela participação das classes no consumo total de energia.
A qualidade da energia elétrica distribuída é uma das piores do Brasil: Santa Catarina tirou nota 2. De zero a 10, a qualidade das rodovias de Santa Catarina tirou uma nota 6,6; o que coloca o Estado em 9º lugar no ranking nacional. Por fim, o backhaul de fibra óptica alcança 99,7% dos municípios catarinenses.
Recadinhos
- O ministro do STF, Flávio Dino, determinou ontem (10) uma operação da PF relacionada ao filme Dark Horse. Os principais alvos da medida são Karina Gama, dona da empresa produtora da obra Go Up, e o deputado federal Mario Frias (PL).
- O ministro também retirou o sigilo da decisão que autorizou a medida. Os investigados ainda foram proibidos de manter contato entre si e de viajarem para o exterior, conforme a newsletter The News.
- Uma das frentes da operação investiga a possibilidade de emendas parlamentares destinadas ao ICB, uma organização presidida por Karina, terem sido usadas para financiar o filme Dark Horse.
- Na prática, o ICB, que recebeu emendas de Mario Frias, teria enviado R$ 700 mil para um grupo empresarial chamado NTT Brasil. Empresas desse grupo, por sua vez, teriam enviado R$ 750 mil para a Go Up, produtora do filme Dark Horse.






