
O programa Sala de Debates, da Condá FM, de hoje (7) recebeu um painel da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) para debater o fenômeno El Niño: Vagner Portes, gerente de pesquisa do Centro de Pesquisa para a Agricultura Familiar (CEPAF); Júlio César Ramos, pesquisador de solos; Emily Rabelo, assistente de pesquisa de mercados; Deivid Steffen, pesquisador de grãos; e Felipe Jochims, pesquisador de produção animal.
De Florianópolis, por telefone, participou Marilene de Lima, meteorologista da Epagri/Ciram. Um dos consensos obtidos durante o debate é de que não há motivo para alarmismo: a melhor forma de se prevenir de possíveis efeitos negativos na produção agrícola e no dia a dia da cidade é acompanhando diariamente os canais oficiais de informação da Epagri, da Defesa Civil e do Governo do Estado.
Júlio César afirma que as recomendações sobre o cuidado com os solos que são emitidas pela Epagri em anos de El Niño também são válidos para anos de La Niña, fenômeno que esfria as águas do Oceano Pacífico, e acarreta na maior probabilidade de secas severas para o Oeste Catarinense. Inclusive, a equipe da Epagri afirmou que é “inconcebível” faltar água nas propriedades rurais com a precipitação regular existente na região, próxima de 2 mil milímetros ao ano.
A última experiência de El Niño, ocorrida entre os anos de 2023 e 2024, fez com que o mês de outubro de 2023 fosse o mais chuvoso da história de Chapecó, e no fim do ciclo deste fenômeno meteorológico, vieram as enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024, que dispensam maiores comentários. Entretanto, esse El Niño foi considerado forte, enquanto que o ocorrido entre 1982 e 1983 foi considerado como muito forte, encerrando seu ciclo com as enchentes generalizadas de julho de 1983 em todo o Estado de Santa Catarina.
Cabe ressaltar aqui o fundamental trabalho da Epagri enquanto empresa estatal de pesquisa agropecuária e extensão rural, que tem munido os produtores rurais de Santa Catarina de informação e soluções para diferentes culturas e situações do dia a dia do campo. Sem dúvida, é uma das estatais que mais benefícios trouxe ao catarinense nas últimas décadas, com um trabalho sério, eficiente e comprometido com a comunidade; e portanto, digno da confiança de todos, mesmo com possíveis margens de erro.
Recadinhos
- Depois de quase 20 anos no comando da Faixa de Gaza, o Hamas decidiu que era hora de se despedir. O grupo anunciou a dissolução do órgão que administrava o território desde 2007, conforme a newsletter The News.
- O Hamas era como um “Estado” dentro de Gaza. Eles controlavam desde a coleta de lixo e a segurança pública até escolas, hospitais e arrecadação de impostos.
- Agora, o chefe desse governo renunciou e o comando da administração pública foi entregue para um comitê de tecnocratas, chamado de NCAG. Ele conta com profissionais e especialistas que não são considerados políticos de carreira.
- Esse comitê foi criado pelo “Conselho de Paz” instituído pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante as negociações do cessar-fogo em outubro do ano passado.






