
O empresário José Clemir Spinelli, proprietário da Spinelli Produções, foi preso na manhã desta terça-feira (7) durante a Operação Pão e Circo, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Spinelli foi detido em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, e é o único preso da operação até o momento. Em 2022, ele disputou uma vaga para deputado federal pelo PSB, mas não foi eleito, recebendo 437 votos.
Nas redes sociais, o empresário costumava divulgar registros de eventos e encontros com artistas nacionais, como Eduardo Costa, Israel & Rodolfo e João Neto & Frederico.
O que investiga a Operação Pão e Circo?
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação apura a atuação de um suposto cartel formado por empresários do setor de eventos e agentes públicos para fraudar licitações de shows em municípios catarinenses.
De acordo com os investigadores, o grupo teria manipulado concorrências públicas, combinado preços para eliminar a competitividade e dominado a contratação de apresentações de artistas de renome nacional.
Além disso, os suspeitos também são investigados por supostos crimes de corrupção, pagamento e recebimento de propina e lavagem de dinheiro.
Quais medidas foram cumpridas?
A operação cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em 18 municípios de Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul.
A Justiça também determinou:
- o afastamento do prefeito de Governador Celso Ramos;
- o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados.
Até a última atualização do caso, a defesa dos investigados e a empresa Spinelli Produções não haviam se manifestado.
Por que a operação recebeu o nome de “Pão e Circo”?
Segundo o MPSC, o nome faz referência à expressão “Pão e Circo”, utilizada para descrever a política adotada pelos imperadores da Roma Antiga, que ofereciam alimentos e espetáculos públicos para distrair a população dos problemas políticos e sociais.
Na avaliação dos investigadores, a referência simboliza o contexto da investigação, que envolve contratações de shows custeadas com recursos públicos e suspeitas de favorecimento ilícito em processos licitatórios.
Fonte: G1












