sábado, abril 25, 2026
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Situação de atenção: HRO tem lotação máxima na UTI e alta procura na maternidade

No Oeste Catarinense, Chapecó, Xanxerê e Maravilha não possuem leitos de UTI disponíveis pelo SUS

Na sala de espera da maternidade do HRO, demora acima do normal para transferência da sala de recuperação para leito de enfermaria faz acompanhantes serem vencidos pelo cansaço. Divulgação/Giliardi de Lima

O jornalismo da Condá FM consultou dados dos painéis inteligentes do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS em Santa Catarina (Cieges SC) na tarde deste sábado (25), após a informação repassada por um leitor do jornal Folha Desbravador, e gentilmente repassada à emissora, de que ao menos duas pacientes que realizaram cesáreas na área de maternidade do Hospital Regional do Oeste (HRO) tiveram que ficar algumas horas a mais do que o normal na sala de recuperação, não sendo encaminhadas para um leito de enfermaria na média de 6 horas após o parto.

Os dados do Cieges SC indicam que, às 13h do sábado, 100% dos leitos de UTI do HRO (48), do Hospital São José de Maravilha (10) e do Hospital São Paulo de Xanxerê (31) estão ocupados. Isso inclui tanto os leitos adultos quanto pediátricos e neonatais. O Hospital Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste possui apenas um leito de UTI disponível, já o Hospital São Francisco de Concórdia possui três leitos livres. Em Joaçaba, existem 16 leitos disponíveis, sendo três no Hospital Universitário Santa Terezinha, e 13 no Hospital São Miguel.

Quanto aos leitos de enfermaria, o HRO possui, no Oeste Catarinense, a maior taxa de ocupação de toda a região, com 81,5% dos leitos em uso, e apenas 51 vagos. No Hospital da Criança, a situação está mais tranquila, com apenas 12 dos 50 leitos de enfermaria em uso no momento.

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O que diz o HRO

No que diz respeito à situação da maternidade, o setor de Comunicação do HRO esclarece que existe, no momento, uma alta procura pelo serviço: “Já que o HRO é referência para toda a região, em alguns momentos pode ser necessário aguardar a liberação de leito em sala de recuperação. Nesse período, as pacientes recebem toda a assistência da equipe multiprofissional e médica, com o bebê ao lado, conforme os protocolos pós-parto. Na manhã de hoje (25), houve liberação de leitos e a paciente já foi encaminhada para o quarto”.

A reportagem questionou o hospital sobre a alta taxa de ocupação de leitos, e o que pode ser a causa do alto movimento: “O HRO é referência em média e alta complexidade para mais de 130 municípios, o que naturalmente resulta em uma demanda elevada e contínua por atendimentos em todos os setores. Em determinados períodos, pode haver maior ocupação de leitos de internação e UTIs, cenário comum em instituições de referência. Ainda assim, a gestão atua de forma permanente para garantir fluxo assistencial seguro, organização dos atendimentos e qualidade na assistência prestada aos pacientes”, respondeu a insituição.

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