
Uma mulher de 23 anos foi indiciada pela Polícia Civil após agredir e abandonar o próprio filho, de 1 ano e 9 meses, em um apartamento no município de Brusque. O caso ocorreu na noite de 19 de maio e ganhou repercussão após a divulgação de informações obtidas com exclusividade pelo Jornal Razão, responsável pela apuração do caso.
Segundo a apuração do Jornal Razão, o pai da criança, que trabalhava como motoboy no momento dos fatos, recebeu um vídeo enviado pela companheira. Nas imagens, a mulher afirmava que não suportava mais o filho e confessava as agressões. O bebê aparecia com a boca ensanguentada.
Ao visualizar o vídeo, o homem procurou ajuda imediata e acionou a Polícia Militar. As guarnições se deslocaram até o apartamento e ouviram o choro da criança vindo do interior do imóvel. Após diversas tentativas de contato sem sucesso, os policiais se preparavam para arrombar a porta quando o pai chegou ao local com a chave, deixada pela própria mulher na entrada do prédio antes de sair.
Conforme os relatos policiais obtidos pelo Jornal Razão, a criança foi encontrada sozinha na sala do apartamento, chorando e apresentando lesões recentes na região da boca e do rosto. O menino foi acolhido e entregue aos cuidados do pai, permanecendo posteriormente sob a guarda de familiares paternos.
Durante a vistoria, os policiais constataram condições consideradas insalubres no imóvel. De acordo com a apuração do Jornal Razão, o apartamento apresentava grande acúmulo de sujeira e desorganização. Em um dos cômodos, gatos eram mantidos em meio a fezes e urina, em um ambiente descrito como degradante pelas autoridades.
A mulher não foi localizada inicialmente, mas retornou ao local cerca de duas horas depois. Segundo a Polícia Militar, ela apresentava forte agitação e foi encaminhada ao Hospital Azambuja para avaliação médica. Em razão de seu estado clínico, não foi possível realizar o interrogatório naquele momento.
Ainda conforme a apuração do Jornal Razão, a delegada responsável pelo caso representou pela internação provisória da investigada em ala psiquiátrica prisional e solicitou a realização de exame de insanidade mental, diante das dúvidas sobre sua capacidade de compreender os atos praticados.
A Polícia Civil indiciou a mulher por lesão corporal no contexto de violência doméstica contra descendente, com aumento de pena por a vítima ser menor de 14 anos, abandono de incapaz e maus-tratos contra animais.
Apesar da homologação da prisão em flagrante, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí concedeu liberdade provisória à investigada. O juiz considerou que ela é primária, possui bons antecedentes e que não estavam presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva.
A Justiça também determinou medidas protetivas com base na Lei Henry Borel. A mulher está proibida de se aproximar da criança e da residência do filho, bem como de manter qualquer tipo de contato com ele. O descumprimento das determinações poderá resultar em novas medidas judiciais, incluindo eventual prisão.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso de Brusque.
Fonte: Jornal Razão













