
⚡ Em Resumo:
- O que é: Pai e filho foram condenados por participação em um esquema de fraude em concurso público realizado em Entre Rios.
- Números principais: Pena de 19 anos e 2 meses de prisão; 910 dias-multa para cada condenado; fraudes investigadas entre 2023 e 2025.
- Onde: Entre Rios, no Oeste de Santa Catarina.
- Quem afeta: Candidatos de concursos públicos, prefeituras da região e a administração pública.
Por que pai e filho foram condenados?
A Justiça condenou um pai e um filho a 19 anos e dois meses de prisão, em regime inicial fechado, por participação em um esquema de fraude em concurso público realizado no município de Entre Rios, no Oeste de Santa Catarina. A sentença foi proferida pela Vara Única da Comarca de São Domingos, com base em denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Os dois foram considerados culpados pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento particular e fraude em concurso público. Além da pena de prisão, cada um foi condenado ao pagamento de 910 dias-multa.
Como funcionava o esquema investigado?
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o pai atuava na negociação dos contratos com prefeituras, participava dos processos licitatórios e intermediava as fraudes com integrantes da administração pública.
Já o filho era responsável pela parte técnica da organização dos concursos. Conforme a investigação, ele publicava editais, alterava gabaritos, modificava notas de candidatos e analisava recursos para favorecer pessoas previamente escolhidas pelo grupo.
Quais irregularidades foram identificadas?
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Polícia Civil apontaram a manipulação de diversas etapas dos concursos públicos.
Entre as irregularidades identificadas estão alterações de gabaritos após a aplicação das provas, mudanças nas notas dos candidatos, direcionamento de vagas, venda de aprovações e exclusão proposital de concorrentes. Durante a apuração, também foram encontradas listas com anotações indicando que determinados candidatos “não deveriam passar de jeito nenhum”.
As provas fazem parte das operações Electus e Papel Marcado, deflagradas em outubro de 2025 para investigar fraudes em concursos públicos e processos seletivos em municípios do Oeste catarinense.
As investigações podem atingir outros municípios?
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, as provas reunidas no processo indicam que o esquema pode ter atuado em outros municípios da região entre 2023 e 2025.
Conforme a denúncia, o pai figurava como responsável pelos contratos firmados com as prefeituras, enquanto o filho era o responsável técnico da empresa organizadora dos certames e executava as alterações relacionadas às provas e aos resultados.
O que acontece a partir de agora?
A decisão ainda não é definitiva e cabe recurso.
O pai, que já estava preso preventivamente, permanecerá detido. O filho poderá recorrer da condenação em liberdade. Um terceiro investigado foi absolvido da acusação de associação criminosa, mas o Ministério Público informou que recorrerá dessa parte da decisão.
Fonte: OesteMais






