
Um jovem foi encontrado morto, com sinais de tortura e o corpo carbonizado, na manhã desta terça-feira (26), dentro de uma residência em construção no bairro Clara Adélia, em Joaçaba, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A vítima foi identificada como Gean Kaike dos Santos Menjon.
Segundo informações repassadas pela família à Polícia Militar, o jovem saiu de casa por volta das 16h de domingo (25), após receber uma ligação telefônica. Conforme o relato, ele foi até um beco próximo à residência e, desde então, não foi mais visto.
A ausência do jovem foi percebida pelos familiares por volta das 18h. Ainda durante a noite de domingo, parentes iniciaram buscas pela região, mas não conseguiram localizá-lo.
Na manhã desta terça-feira, as buscas foram retomadas. Conforme relato da família, uma moradora informou que havia um corpo em uma casa em construção nas proximidades. Ao chegarem ao local, os familiares encontraram a porta da residência apenas encostada e localizaram o corpo já carbonizado no interior do imóvel.
A Polícia Militar isolou a área e acionou a Polícia Civil e a Polícia Científica para os trabalhos periciais.
De acordo com a perícia, o corpo estava em um dos cômodos da residência, deitado de barriga para cima e coberto por um cobertor incendiado. A vítima apresentava diversas perfurações provocadas por faca, localizadas no peito, garganta, perna direita e braço esquerdo, além de lesões nos maxilares e na nuca.
Durante a análise da cena do crime, a Polícia Científica recolheu três dentes próximos ao corpo. Também foram encontrados projéteis de arma de fogo dentro do cômodo e na entrada da residência, além de uma cavadeira de ferro com vestígios que podem estar relacionados ao homicídio.
A estrutura de uma cama e partes de um colchão estavam queimadas ao lado do corpo, indicando que o incêndio pode ter sido provocado para ocultar o crime.
O corpo foi recolhido para exames periciais, enquanto a Polícia Civil assumiu a investigação do caso. Até o momento, não há informações oficiais sobre suspeitos ou motivação do crime.
Fonte: Jornal Razão













