
A Guarda Municipal de Chapecó reuniu servidores na tarde desta sexta-feira (7) para um momento de conscientização e troca de informações sobre a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade ocorreu em alusão ao Agosto Lilás e contou com a participação de representantes da Polícia Civil.
O encontro também marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha, que completa duas décadas de promulgação nesta sexta-feira. A proposta foi fortalecer a integração entre as instituições, alinhar procedimentos e ampliar o conhecimento dos agentes sobre o atendimento e a proteção das vítimas.
Quantos casos de violência contra a mulher foram registrados em Chapecó?
Conforme o diretor de Segurança e Ordem Pública da Guarda Municipal de Chapecó, Roger Lima, o município registrou 1.485 ocorrências relacionadas à violência contra a mulher entre janeiro a agosto de 2026.
O número representa uma média de aproximadamente oito registros por dia. Os dados do Observatório Estadual de Violência contra a Mulher consideram diferentes crimes e delitos relacionados à violência contra a mulher. “É um número expressivo, não há como negar isso”, afirmou Roger Lima.
Entre os registros mais frequentes estão ameaça e lesão corporal, relacionada às agressões físicas. Também aparecem casos de violência psicológica e patrimonial, que pode envolver questões financeiras e controle dos recursos da vítima.
Qual é a posição de Chapecó em Santa Catarina?
Chapecó aparece na terceira posição entre os municípios catarinenses com maior número de registros de crimes relacionados à violência contra a mulher. À frente do município estão Florianópolis e Joinville. Roger Lima explicou que o número de habitantes de cada cidade também influencia na quantidade de registros.
Apesar do volume, o diretor avalia que os números apresentam uma tendência de redução quando comparados com períodos anteriores. Ele também destacou ações desenvolvidas em conjunto pela Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Poder Judiciário.
Como a Guarda Municipal atua na proteção das mulheres?
A Guarda Municipal desenvolve ações preventivas, como palestras e orientações para diferentes públicos. Segundo Roger Lima, o trabalho também busca levar informações a jovens e adolescentes sobre respeito e prevenção da violência contra a mulher. Outra frente é a Patrulha Maria da Penha, voltada principalmente ao acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas.
A Guarda Municipal também presta apoio às vítimas que precisam retornar à residência para retirar pertences após o rompimento da relação com o companheiro. Nesses casos, os agentes acompanham a mulher e podem auxiliar no encaminhamento para um abrigo. Segundo Roger, a intenção é ampliar cada vez mais as ações de prevenção, além do atendimento às ocorrências já registradas.
Por que a integração entre Guarda Municipal e Polícia Civil é importante?
Para Roger Lima, o encontro serviu para aproximar as instituições e alinhar procedimentos relacionados aos crimes de violência contra a mulher. A delegada Caroline Boff, responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), destacou a importância da Guarda Municipal como parceira da Polícia Civil em diferentes atividades.
Entre as ações estão o acompanhamento de vítimas que solicitam medidas protetivas e o apoio em diligências, incluindo o cumprimento de mandados de busca. “Foi uma oportunidade também de estreitar esses laços com essa instituição que é uma grande parceira da Polícia Civil aqui de Chapecó”, afirmou Caroline.
Segundo a delegada, a reunião também permitiu apresentar aos guardas municipais os serviços oferecidos pela DPCAMI e explicar como as instituições podem atuar de forma conjunta. A expectativa é que o fortalecimento da parceria contribua para ampliar a prevenção, melhorar o atendimento às vítimas e tornar mais integrada a atuação dos órgãos de segurança no enfrentamento à violência contra a mulher.











