segunda-feira, maio 11, 2026
InícioSanta CatarinaCom vigilância ativa, Santa Catarina registra um único caso de hantavírus não...

Com vigilância ativa, Santa Catarina registra um único caso de hantavírus não transmissível entre humanos em 2026

Foto: Freepik

A hantavirose é uma doença já conhecida e que vem sendo monitorada de forma constante em Santa Catarina nos últimos anos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que não há cenário de emergência sanitária ou motivo para pânico. O único registro mais recente ocorreu em fevereiro deste ano, no município de Seara, no Oeste, e a paciente evoluiu bem, com recuperação completa e alta hospitalar no mês subsequente.

Santa Catarina mantém vigilância ativa para a hantavirose, com protocolos definidos para investigação, diagnóstico e acompanhamento de casos suspeitos. A recente repercussão sobre o tema decorre da ampla divulgação de casos registrados em um navio de cruzeiro, situação que gerou atenção nacional e internacional.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) esclarece que a linhagem do vírus associada ao surto no navio é diferente da identificada em Santa Catarina. Essa variante possui característica de transmissão entre pessoas, o que não ocorre com a linhagem circulante no estado. 

- Continua após o anúncio -

Em Santa Catarina, a forma de transmissão do único caso registrado em 2026 está relacionada ao contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados.

Entre 2020 e 2026, foram registrados 92 casos confirmados no estado. Em 2023, houve 26 casos; em 2024, 11; e, em 2025, 15. Em 2026, até o momento, foi registrado esse caso, em Seara, notificado em fevereiro. 

A paciente, moradora da área rural, permaneceu internada por 16 dias e recebeu alta.

A hantavirose é uma doença infecciosa aguda causada por vírus do gênero Orthohantavirus, transmitida principalmente pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Não há transmissão pelo ar entre pessoas nas cepas circulantes no Brasil. A principal forma de prevenção está relacionada aos cuidados ambientais e ao controle da exposição a locais com presença de roedores.

“Os casos costumam ocorrer em áreas rurais, galpões, depósitos, paióis, lavouras, locais fechados por longos períodos ou ambientes com acúmulo de sujeira e presença de fezes de ratos silvestres.

Trabalhadores rurais, pessoas que realizam limpeza de locais fechados e indivíduos expostos a ambientes naturais estão entre os grupos mais suscetíveis”, explica o infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde estadual. 

Os principais sintomas incluem febre, dor no corpo, dor de cabeça, mal-estar, náuseas e dificuldade respiratória. Nos casos mais graves, pode ocorrer comprometimento pulmonar importante. Por isso, pessoas que apresentarem sintomas após exposição a ambientes de risco devem procurar atendimento médico imediatamente e informar o histórico de contato com áreas possivelmente contaminadas.

A DIVE reforça que a hantavirose  possui baixa incidência quando comparada a outras doenças respiratórias e infecciosas monitoradas no estado. Os números registrados nos últimos anos permanecem dentro do comportamento epidemiológico historicamente observado em Santa Catarina. As equipes de vigilância seguem realizando monitoramento contínuo, investigação epidemiológica e orientação técnica aos serviços de saúde. 

A informação correta é a principal ferramenta para evitar desinformação e alarmismo. A população pode continuar suas atividades normalmente, mantendo apenas os cuidados preventivos recomendados pelas autoridades sanitárias.

Medidas Preventivas:

– Evitar contato com locais com sinais de roedores;

– Manter ambientes limpos e ventilados;

– Evitar o acúmulo de lixo e restos de alimentos;

– Armazenar grãos e rações em recipientes fechados;

– Antes de limpar locais fechados por muito tempo, abrir portas e janelas por pelo menos 30 minutos;

– Não varrer fezes ou urina de roedores a seco;

– Utilizar água sanitária diluída para umedecer o local antes da limpeza;

– Utilizar equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, em ambientes com risco de contaminação.

Publicidade

Notícias relacionadas

SIGA O CLICRDC

147,000SeguidoresCurtir
120,000SeguidoresSeguir
13,000InscritosInscreva-se

Participe do Grupo no Whatsapp do ClicRDC e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp