
Os vereadores César Valduga e Paulinho da Silva, do PCdoB, protocolaram no dia 5 de maio, na Câmara de Vereadores, um projeto de lei para a instituição do movimento “Banco Vermelho” em espaços públicos do município de Chapecó. O movimento é destinado à conscientização da sociedade sobre a prevenção e o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher.
Inspirada no movimento internacional “Panchine Rosse”, que iniciou na Itália e se espalhou por diversas cidades do Brasil, a instalação desses bancos em espaços públicos de grande circulação serviria como um marco visual de conscientização: “Ocupar o espaço urbano com a cor vermelha, símbolo da luta e da memória das vítimas, tem o poder de retirar o tema da invisibilidade, provocando a reflexão, cotidiana dos cidadãos sobre a necessidade de respeito e proteção aos direitos das mulheres”, afirmam Valduga e Paulinho.
Na opinião dos parlamentares, Chapecó, como pólo regional do Oeste Catarinense, deve reafirmar seu compromisso com políticas públicas de prevenção: “Muitas vezes, a barreira para a denúncia é a falta de informação ou o isolamento da vítima; ao encontrar um ponto de apoio informativo em praças e parques, a mulher em situação de vulnerabilidade percebe que existe uma rede de proteção ao seu alcance”.
Valduga e Paulinho argumentam que, além do impacto visual, o projeto funciona como uma ferramenta prática de utilidade pública, uma vez que os bancos servirão de suporte para a divulgação de canais de denúncia, como o Disque 180, e dos serviços de acolhimento oferecidos pela Prefeitura de Chapecó. Os bancos vermelhos poderão ser instalados preferencialmente em praças e parques municipais, terminais de transporte coletivo, proximidades de prédios públicos e centros culturais.
Fim das sirenes na Rede Municipal de Ensino de Chapecó?
A vereadora Edi Folle (PSD) protocolou, também no dia 5, um projeto de lei para substituir as sirenes convencionais por sinais sonoros musicais nas instituições de ensino do Município, visando à inclusão e ao bem-estar de estudantes, especialmente aqueles com autismo.
Conforme Edi, as sirenes escolares tradicionais, por seu caráter estridente, podem causar desconforto significativo, ansiedade e até crises em crianças autistas, prejudicando seu desenvolvimento e permanência no ambiente escolar: “A substituição por sinais sonoros mais suaves, como músicas instrumentais ou clássicas, já é uma prática adotada com sucesso em diversas instituições, contribuindo para um ambiente mais harmonioso sem prejuízo da organização escolar”, afirmou a vereadora.
Recadinhos
- O portal The Intercept Brasil balançou os bastidores de Brasília ontem (13) ao divulgar prints de conversas entre Daniel Vorcaro e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro. O dólar subiu e fechou acima de R$ 5 com a repercussão da notícia.
- Segundo mensagens e documentos obtidos pelo veículo, Vorcaro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões para a produção de “Dark Horse”, filme sobre a biografia de Jair Bolsonaro, que deve ser lançado ainda neste ano.
- De acordo com o portal, pelo menos US$ 10,6 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025. Uma lambança que pode até tirar Flávio do páreo eleitoral, conforme interlocutores de partidos de direita.
- Essa é a principal descoberta que aproxima a família Bolsonaro do escândalo do banco. Até então, a principal relação era a doação de R$ 3 milhões do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, à campanha de Jair Bolsonaro em 2022.







