
Na manhã de hoje (27), foram publicados os Rankings de Competitividade dos Municípios e dos Estados, elaborados pelo Centro de Liderança Pública (CLP). De forma surpreendente, e pela primeira vez em 14 anos, Santa Catarina superou o Estado de São Paulo, e se tornou a unidade federativa mais competitiva do Brasil. A coluna fará uma rápida avaliação de alguns números estaduais, e na semana que vem, detalhará em uma série o desempenho de Chapecó, comparando-o com Concórdia, que também é avaliada pela CLP.
A infraestrutura é o principal “calcanhar de Aquiles” do Estado, apesar do espetacular resultado geral. De zero a 10, Santa Catarina tira 5,6 no quesito que avalia acessibilidade e qualidade do serviço de telecomunicações, custo de combustíveis e do saneamento básico, disponibilidade de voos diretos, acesso, qualidade e custo da energia elétrica, qualidade das rodovias e estrutura de fibra óptica.
A primeira nota 10 vem no pilar da sustentabilidade social, que avalia as condições de moradia da população, o combate aos trabalhos escravo e infantil, a desigualdade de renda, o número de famílias abaixo da linha da pobreza, o acesso ao saneamento básico, o IDH, os índices de mortalidade, o equilíbrio racial e a desnutrição e obesidade infantil. Na segurança pública, Santa Catarina também tirou nota 10.
Na Educação, Santa Catarina ficou com nota 9,3. Na solidez fiscal, a nota do Estado ficou em 7, após a avaliação da taxa de investimento do Governo do Estado, do arcabouço fiscal, a solvência fiscal, o sucesso do planejamento orçamentário, a dependência fiscal, o resultado primário do Governo do Estado, o gasto com pessoal, o índice de liquidez e a poupança corrente da administração pública estadual.
Quanto à eficiência da máquina pública, Santa Catarina tirou uma nota 8,3. Esse quesito analisa a eficiência do Poder Judiciário estadual, o gasto com os poderes Executivo, Legislativo e o Judiciário proporcional ao PIB, o índice de transparência, a qualidade da informação contábil e fiscal do Estado, a produtividade do Poder Judiciário, a oferta de serviços públicos digitais, o prêmio salarial ao servidor público, o equilíbrio de gênero na remuneração pública e o equilíbrio de gênero no funcionalismo estadual.
ESG e ODS
No desempenho de Santa Catarina nas pautas ESG (Social, Ambiental e Governança) e no cumprimento da Agenda 2030 da ONU, o Estado também tirou boas notas. No ESG, Santa Catarina tirou 9,15; ficando em 2º lugar; e na Agenda 2030, ficou em 1º lugar, com uma nota 8,2; demonstrando que o Estado é o mais alinhado do país com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
No recorte de 2026, as três maiores notas do Estado foram 10 em Igualdade de Gênero, Trabalho Decente e Crescimento Econômico, e Redução das Desigualdades (100,0). As três menores notas foram os objetivos de Vida Terrestre (5,6), Água Potável e Saneamento (5,7), e Parcerias e Meios de Implementação (6,5). Nos eixos ESG, as notas foram 7,5 em Ambiental, e nota 10 em Social e Governança.
Recadinhos
- Além da série sobre a competitividade de Chapecó e Concórdia, como os dois maiores municípios do Oeste Catarinense, na próxima semana, a coluna retoma as análises dos planos de governo dos candidatos a governador de Santa Catarina.
- O ex-dono da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, entregou uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República. Ela deve focar em Daniel Vorcaro e já está na fase de ajustes finais antes da assinatura.
- Mansur afirma que a empresa atuava estruturando operações com fundos de investimento para o Master desde 2019, quando o ex-banqueiro assumiu o banco, de acordo com a newsletter The News.
- Segundo ele, fundos da Reag foram usados para desviar dinheiro do banco. A estrutura contava com laranja e estruturas financeiras fora do país. A companhia é a mesma investigada por lavar dinheiro de postos de gasolina para o PCC.






