
A partir de hoje (10), a coluna fará uma série de edições tratando, de forma detalhada, todos os dados do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), e que indicaram, pela primeira vez na história, Santa Catarina como o estado mais competitivo do Brasil. Isso não quer dizer que tudo está perfeito entre os barriga-verdes, e é exatamente por isso que vamos fazer a radiografia completa dos números que compõem o estudo. As notas vão de zero a 10 para todos os quesitos.
Sustentabilidade ambiental
Santa Catarina tirou 6,6 na emissão de CO², sendo o nono estado do país que menos emite dióxido de carbono. O Estado tirou 7,7 na oferta de serviços de manejo de resíduos sólidos, e 9,8 na destinação correta do lixo: apenas 2,11% do resíduo produzido no Estado é incorretamente destinado, sendo o segundo melhor índice do Brasil. No tratamento de esgoto, a nota foi baixa: 2,8; em função de que apenas 27,7% dos catarinenses possuem esgoto tratado.
Nas perdas de água, Santa Catarina tirou 7,6. O Estado perde 35% da água que trata na distribuição. Na reciclagem do lixo, o Estado vai mal. Apenas 4,5% dos resíduos secos e orgânicos é recuperado, o que rendeu uma pífia nota 3,3. Na coleta seletiva, a performance é melhor. 66,6% dos catarinenses possuem o serviço, o que dá ao Estado uma nota 7,9. O combate ao desmatamento funciona em Santa Catarina: apenas 0,01% da área total do Estado foi desmatada no ano passado, o que rendeu uma nota 9,9. Apesar disso, houve um aumento de 25,4% em relação a 2024.
Santa Catarina está lenta na recuperação de áreas degradadas. Apenas 0,4% do território estadual é de transição entre áreas de pastagem, agricultura ou áreas não vegetadas para áreas naturais, o que rendeu uma nota 3,3 para o Estado. Na transparência das ações de combate ao desmatamento, a nota foi 7. Em Santa Catarina, 2,68% do território estadual é composta de unidades de conservação estaduais e terras indígenas, e nesse quesito o Estado tirou um pífio meio ponto. Por fim, 16,9% do território dos imóveis rurais no Estado é dedicado à preservação da vegetação nativa, o que outorga a Santa Catarina uma nota 5,9.
Capital humano
O Estado possui um salário médio de R$ 3.725,50; incluindo estágios e jovem aprendiz, sendo a 4ª melhor média nacional. Em Santa Catarina, apenas 25,6% da força de trabalho possui Ensino Superior completo, o que dá ao Estado uma nota 3,9. Na avaliação da produtividade do catarinense no trabalho, a nota foi mais baixa ainda: 2,9. O tempo médio de estudo do trabalhador catarinense é de 11,8 anos, a quinta maior do país, mas que dá ao Estado uma nota 5,3.
Em Santa Catarina, 75,2% da força de trabalho é formalmente empregada. Com esse índice, o Estado consegue sua primeira nota 10. O segundo 10 já vem na sequência: 97,6% da população economicamente ativa do Estado está empregada, o que mostra um excelente índice de inserção econômica. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o índice é de 90,4%. Em ambos os casos, é o melhor resultado do país.
Em contrapartida, 12,1% da população desocupada está nesta situação há mais de dois anos. Mesmo assim, o índice é baixo em comparação a outros estados do Brasil, o que outorga uma nota 7,9 para Santa Catarina. Por fim, apenas 1,2% das pessoas ocupadas não trabalha mais por falta de oferta maior de horas por parte do mercado de trabalho, o que rende outra nota 10 para o Estado.
Recadinhos
- Em um dos tweets mais virais do ano, um pesquisador da Anthropic anunciou a saída da empresa por um motivo inusitado.
- Ele alegou que os principais laboratórios de Inteligência Artificial do mundo estão criando sistemas capazes de se aperfeiçoar sozinhos, sem controle humano, conforme a newsletter The News.
- Jacob Coxon, de 27 anos, é uma das primeiras vozes internas da Anthropic a romper publicamente com a empresa por medo dos riscos da Inteligência Artificial.
- Ironicamente, a companhia construiu sua imagem no mercado prometendo desenvolver a tecnologia com responsabilidade.






