
Ontem (20), o Centro Empresarial de Chapecó (CEC) promoveu um painel com os pré-candidatos do PSD à Presidência da República e Governo de Santa Catarina, Ronaldo Caiado e João Rodrigues. Na oportunidade, o presidente do Centro Empresarial, Helon Rebelatto, entregou um documento aos dois políticos, com demandas elencadas pelo empresariado chapecoense. A coluna lista estas demandas a seguir.
O documento começa pelas rodovias. São cobradas pelo setor produtivo a duplicação da BR-282 e a revitalização e manutenção constante das BRs-153, 158 e 163 e das estradas estaduais, em algumas das quais também deve ser pensada a duplicação, como o trecho Chapecó/Goio-Ên: “Além disso, não pode ser esquecida a construção de contornos, em vias federais e estaduais, para facilitar o fluxo de trânsito próximo às cidades”, afirma o CEC.
Na sequência, o assunto é ferrovia. O pedido do CEC é para que hajam estratégias da União e do Estado voltadas para projetos públicos e privados, a fim de que o Oeste Catarinense tenha a devida estrutura ferroviária que contemple o acesso a regiões produtoras de insumos, aos portos e ao mercado nacional, para a vinda de matéria-prima e o escoamento da produção regional.
O documento também fala sobre o Aeroporto de Chapecó. O setor produtivo exige maior atenção do poder público, em vista de sua importância estratégica, não somente para a cidade e região, mas também para o Sul do País: “Necessita, portanto, de projetos para que tenha ampliação e sejam instalados equipamentos condizentes de segurança de voo e recinto alfandegário. Da mesma forma, outros aeroportos situados em cidades do Oeste precisam da atenção pública para que melhor cumpram suas finalidades”.
No setor de energia, o CEC defende um cuidado constante em relação ao eficiente abastecimento de energia elétrica: “Além disso, a região precisa ser contemplada com o fornecimento de gás natural, para empresas e residências”. Quanto à água e saneamento, a cobrança do setor produtivo é pela construção da adutora do rio Uruguai para abastecer Chapecó, e a conclusão da macroadutora do rio Chapecozinho.
O CEC qualifica como “incompreensível” que medidas amplas de atenção à saúde pública decorram das necessidades emergenciais: “Ações qualificadas devem ser permanentes para o condizente atendimento nas unidades públicas, inclusive com maior valorização dos profissionais e dos investimentos em equipamentos. É o caso do Hospital Regional do Oeste e de outros hospitais de cunho regional, que suprem lacunas, muitas vezes com ação das comunidades devido à falta de recursos oficiais”.
Na segurança pública, o setor produtivo julga haver “enorme descompasso” entre a evolução gradativa da população e os investimentos nas forças policiais, o que leva à carência de efetivos e à constante falta de viaturas e outros equipamentos na maioria dos municípios: “Assim, é premente maior consideração aos organismos de segurança pública, compatível para a melhor atenção às comunidades, inclusive considerando tratar-se de região de fronteira”.
Por fim, o CEC trata da gestão pública, pedindo critérios técnicos e eficiência, especialmente em áreas estratégicas que exigem conhecimento especializado, planejamento e capacidade de execução: “Além disso, para manter a sustentabilidade das empresas e o compatível ambiente de negócios, precisam as autoridades evitar o aumento da carga tributária, flexibilizar as leis trabalhistas, diminuir a burocracia, cuidar da crescente insegurança jurídica e priorizar a responsabilidade fiscal”, conclui o documento.
Recadinhos
- Chama a atenção o documento do CEC não trazer pautas para as áreas de educação, esporte, cultura, ciência, tecnologia e inovação, fundamentais para o desenvolvimento empírico, social, moral e econômico do Oeste Catarinense.
- Após o painel com empresários, Caiado e João estiveram no Clube Recreativo Chapecoense, no que foi nos bastidores denominado de “jantar dos R$ 5 mil”.
- Conforme informações repassadas à coluna, foram arrecadados R$ 2 milhões na noite de ontem, por parte de 400 empresários de Chapecó e região, para auxiliar no financiamento da campanha de João Rodrigues a governador.
- Perante o ocorrido, não cabe mais o slogan “tostão contra o milhão” na campanha do pessedista. Importante ressaltar que as doações foram realizadas a título pessoal de cada empresário, sem envolver as empresas que possuem.







