
Hoje (9), a Condá FM completa 50 anos. E não apenas a Rádio Condá, mas o Grupo Condá de Comunicação chegam hoje a cinco décadas de história, como um dos conglomerados de comunicação mais importantes do interior do Sul do Brasil. Com tamanha façanha, gostaria de promover uma conversa entre o ser humano e a máquina, e nesta edição da coluna, analisar se a inteligência artificial pensa conforme nós, seres humanos, que somos o verdadeiro capital e a verdadeira razão da Condá FM existir.
Perguntei a uma das mais famosas inteligências artificiais do mercado, em versão gratuita, a seguinte pergunta: “O que você acredita ser mais importante numa emissora de rádio que completa 50 anos de existência?”. O início da resposta me agradou: “Uma emissora de rádio que chega aos 50 anos conquista algo que vai muito além da longevidade. Ela demonstra que conseguiu permanecer relevante para diferentes gerações”.
A inteligência artificial elencou seis pontos que ela considerou ser os mais importantes para que a Condá FM chegasse aos 50 anos. O primeiro deles é a credibilidade: “É o maior patrimônio de uma rádio. Ao longo de cinco décadas, a confiança do público é construída diariamente por meio de informação precisa, responsabilidade e compromisso com a verdade”. De fato, é o que sempre buscamos manter em nosso jornalismo.
O segundo ponto é conexão com a comunidade: “As rádios que atravessam décadas costumam estar presentes nos momentos mais importantes da vida da população. Coberturas jornalísticas, campanhas solidárias, eventos culturais, esportivos e momentos de crise. Elas se tornam parte da identidade da região”. Com certeza! Quantas vezes a Condá não foi a principal referência para momentos como eleições e a transmissão dos grandes momentos do futebol?
Em terceiro lugar, a capacidade de se reinventar: “Em 50 anos, a tecnologia mudou completamente: do rádio de válvula ao transistor, do FM ao streaming, dos estúdios analógicos às plataformas digitais. Sobreviver exige adaptação sem perder a essência”. Sem dúvida, isso aconteceu com a Condá várias vezes, principalmente quando houve a migração do AM para o FM em 2020. Muitos achavam que a emissora iria mudar completamente, ter um novo perfil, mas isso não aconteceu com a mudança de dial.
O quarto ponto é a valorização das pessoas: “Locutores, jornalistas, operadores, técnicos, equipe comercial, direção e ouvintes são os responsáveis por essa trajetória. Uma história de meio século é construída por milhares de pessoas”. Isso é exatamente o que pensei quando abri minha participação no programa Primeira Hora de hoje. Só fui ver o que a inteligência artificial tinha dito depois. Será que ela leu a minha mente?
Em quinto lugar, a memória e o legado: “Uma rádio de 50 anos é também um arquivo vivo da história local. Ela registra acontecimentos, preserva vozes, músicas e relatos que ajudam a contar a evolução da comunidade”. Apesar de concordar plenamente, aqui preciso fazer uma ressalva. Por diversos motivos, não fomos devidamente cuidadosos com nossos arquivos, tivemos muitas perdas. Entretanto, o Museu do Rádio Condá é uma realidade, e nossos ouvintes nos ajudaram a construir este espaço de memória.
Por fim, o olhar para o futuro: “Comemorar 50 anos não é apenas celebrar o passado, mas renovar o compromisso com inovação, novos formatos de comunicação e novas gerações de ouvintes”. Por isso, hoje celebramos este meio século com muita responsabilidade. Se até a inteligência artificial pensa, em termos gerais, como nós, seres humanos da Condá FM, pensamos, provavelmente estamos em condições de encarar os desafios do porvir.
Recadinhos
- Personifico esses 50 anos da Condá na minha avó Magali: ela ouviu a primeira transmissão da emissora em 9 de julho de 1976, no Clube Recreativo Chapecoense.
- Ela é uma ouvinte fiel da rádio, principalmente do jornalismo da emissora. Ela foi quem me apresentou alguns dos grandes comunicadores que a Condá teve.
- Quero citar aqui, de maneira honrosa, a Claudério Augusto e Paulo Gomes, que estão em outros caminhos nos dias de hoje. Os saudosos Ary Spíndula, Pedro Viana, Gelson Galiotto e Edson Luís, são alguns dos que sentimos falta.
- Aqui se deve também agradecer a algumas empresas que, por muitos anos, anunciaram na Condá FM. A BRF, por exemplo, está a cerca de 30 anos com seu informativo diário na emissora. Também vale citar o poder público, sempre parceiro.







