
Ontem (29), foi realizado o último debate entre os candidatos a governador de Santa Catarina. Os quatro candidatos com representação mínima no Congresso Nacional foram convidados pela NSC e vieram ao debate: Gelson Merísio (PSB), João Rodrigues (PSD), Jorginho Mello (PL) e Ralf Zimmer (PRD) se enfrentaram.
O debate começou com Merísio perguntando a João sobre propostas para reabilitação do turismo de verão no Estado. O candidato do PSD ressaltou que políticas públicas específicas para o feminicídio ajudam a garantir maior segurança para o turista. Na réplica, Gelson diz que atos racistas e de violência política recentemente registrados são uma mensagem que Santa Catarina manda ao país. Na tréplica, Rodrigues defendeu a Polícia Militar do Estado.
João perguntou a Jorginho, conforme previu esta coluna ontem, sobre o comercial no horário eleitoral gratuito da campanha do atual governador que relembrou a prisão do ex-prefeito de Chapecó em 2018. Mello afirma que nunca falou mal da família do candidato do PSD, e que ele foi atacado durante toda a campanha. Na réplica, Rodrigues diz que não atribui a ele o comercial, que chamou de “covarde”. Na tréplica, Jorginho falou que “sempre assumiu tudo aquilo que faz”, e relembrou o caso de material pornográfico visto por João no plenário da Câmara dos Deputados, flagrado pelo SBT em maio de 2015.
Jorginho perguntou a Ralf sobre as falas do presidente Lula (PT) que, na visão dele, depreciam Santa Catarina. Zimmer concorda que o atual presidente tem sido preconceituoso com o Estado. Na réplica, Mello falou que o turismo internacional subiu 200% durante o seu governo, e defendeu a política pública de turismo de estação. Para o atual governador, as falas de Lula são “um tiroteio de depreciação”. Na tréplica, Ralf diz que, historicamente, Santa Catarina não é valorizada como deveria pelo Governo Federal.
Para fechar a rodada, Zimmer perguntou a Merísio sobre a Medida Provisória do fim das bets e o fim da escala de trabalho 6×1. Gelson falou que, no sistema financeiro, as transações via PIX reduziram 10% com a MP, e defendeu que o atual Congresso derrubaria a medida se fosse determinada antes da campanha eleitoral. Na réplica, Ralf disse que o fim da escala 6×1 é discutida desde 1988, e que a legislação discutida no Congresso não está prevendo uma compensação tributária para micro e pequenas empresas.
Nas perguntas com tema determinado pela NSC, a primeira pergunta foi sobre violência contra a mulher, feita por Ralf a Jorginho. Zimmer argumentou que a Lei Maria da Penha não tem surtido efeito, e questionou sobre novas políticas públicas para a defesa das mulheres. Mello diz que o Governo do Estado “está fazendo o que pode” (falar palavrão para cacique indígena em José Boiteux conta?)
Recadinhos
- A Globo foi a única rede de TV no país que conseguiu fazer debates ou entrevistas com candidatos a governador nas 27 unidades federativas ao mesmo tempo. Amanhã (1º), às 21h30, ocorre o último debate entre os candidatos a presidente.
- Reforço minha decepção com os mediadores dos debates de TV: todos foram mal, sem exceção. Até os experientes Fabian Londero (NSC) e Márcia Dutra (SCC) tiveram seus problemas. Urge por parte das emissoras confiar em novos talentos.
- O desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo o IBGE. É a menor taxa para o mês desde 2012, quando a série começou. Hoje, 5,8 milhões de pessoas procuram trabalho, contra 6,1 milhões no trimestre até maio.
- O país bateu recorde de ocupados: 103,5 milhões, 774 mil a mais que no trimestre anterior. A alta veio principalmente nos setores da construção e da indústria, conforme a newsletter The News.






