
Prosseguimos com as análises dos planos de governo dos candidatos a governador de Santa Catarina. Como o candidato Marcus Sodré (PSTU) foi o segundo a protocolar o documento no sistema DivulgaCandContas do TSE, ele será o próximo da fila. Marcelo Brigadeiro (Missão) será analisado na sequência, conforme a ordem definida pelo horário de postagem de cada plano de governo. Cada candidato terá direito a três edições da coluna, o que dará uma média de 9 mil caracteres de análise.
O plano de governo de Marcus inicia com uma apresentação do professor Sodré, de sua candidata a vice-governadora, Tatiane Pasdiora, e do restante da nominata do PSTU para as eleições em Santa Catarina (dois candidatos ao Senado e dois para Deputado Estadual), e para a Presidência da República.
Na sequência, o plano faz uma sustentação ideológica do comunismo e arremata a introdução com críticas fortes ao governo Jorginho Mello (PL), e uma frase que chamou minha atenção: “Santa Catarina é um estado rico com um povo pobre”. Muitas das pautas defendidas pelo PSTU neste plano são de competência federal, as quais não serão analisadas pela coluna.
“É preciso inverter as prioridades”
Como neste plano, as propostas não foram setorizadas por pasta de governo, vamos analisá-las pela ordem em que estão no plano. No primeiro tópico, Marcus Sodré defende o fim das isenções fiscais às grandes empresas do Estado, a suspensão do pagamento da dívida pública, o perdão das dívidas junto aos bancos dos pequenos devedores, o fim dos financiamentos subsidiados as grandes empresas e o fim dos cargos comissionados no Governo do Estado.
Sodré também propõe um plano de obras públicas, controlado e fiscalizado pela classe trabalhadora em conselhos populares. O plano focaria na construção de hospitais, postos de saúde, escolas e creches, casas populares, obras de saneamento básico e investimentos preventivos contra enchentes, vendavais e secas. Marcus também propõe a revogação da última reforma do IPREV, e uma revisão do plano de carreira do magistério estadual.
Uma proposta absurda, mas que o Governo do Estado tem competência para: o candidato do PSTU propõe a estatização das empresas catarinenses que realizarem demissões em massa durante seu governo. Marcus também propõe um super aumento do salário mínimo estadual para R$ 8.110,92 até 2030, com base no salário mínimo proposto pelo DIEESE a nível nacional.
Sodré propõe a revogação das privatizações e terceirizações dos serviços públicos e das empresas públicas, além da entrega da gestão das estatais para os trabalhadores. Concluindo o tópico, o candidato do PSTU propõe um programa estadual de combate à fome, com medidas concretas para manutenção do status estadual de pleno emprego com renda digna, construção de restaurantes populares em todo o Estado, investimentos para fomentar a agricultura familiar, congelamento dos preços dos alimentos regulados pelo Estado, e fim dos impostos estaduais sobre a cesta básica.
- O terremoto ocorrido ontem (10) na Colômbia prejudicou severamente o início do governo do presidente Abelardo de la Espriella, que começou na sexta-feira passada (7).
- Conforme a newsletter The News, ele declarou estado de calamidade pública, o que concede poderes especiais para realocar orçamentos e coordenar agências para lidar com a crise.
- Autoridades locais afirmaram que mais de 10 aeroportos foram afetados pelo terremoto. Apesar disso, tanto o sistema de alerta dos Estados Unidos como o da Colômbia afirmaram que não há risco de tsunami por conta do ocorrido.
- O presidente Abelardo ainda convocou um Posto de Comando, de onde pretende auxiliar todas as regiões afetadas. Diversos países, como Brasil, México, EUA e El Salvador ofereceram apoio ao país.






