
Prosseguimos com as análises dos planos de governo dos candidatos a governador de Santa Catarina. A candidata Laís Chaud (PSD) foi a sexta a protocolar o documento no sistema DivulgaCandContas do TSE, portanto ele está na vez da análise, que encerra hoje (31). Cada candidato a governador tem direito a três edições da coluna, o que dá uma média de 9 mil caracteres de análise.
Educação
Laís propõe a suspensão do programa Universidade Gratuita, com reversão dos recursos que seriam investidos em novas matrículas para criação de novas vagas na Udesc; o fim dos “serviços de contrapartida” do Universidade Gratuita para matrículas anteriores ao fim do programa; uma consulta popular sobre a federalização ou estadualização das universidades comunitárias; e participação popular na decisão a respeito da destinação de verbas das escolas da Rede Estadual de Ensino.
Chaud defende a descompactação da carreira docente da Rede Estadual; a abertura de novos concursos públicos visando efetivar o quadro de servidores ACTs; novas chamadas dos concursos, visando reduzir a carga horária do professor catarinense para 36 horas semanais; e a organização do Congresso Catarinense de Educadores para pautar a reformulação do currículo estadual.
Laís quer a expansão do Cedup para articular a necessidade de trabalho da juventude catarinense com a formação tecnológica profissional integral; a volta das eleições diretas para as direções escolares, e a implementação de eleições para as Coordenadorias Regionais; além do fim da intervenção da gestão escolar ou do Governo nas entidades estudantis.
Moradia
No quinto tópico do plano, a candidata da UP propõe o reestabelecimento da Companhia de Habitação de Santa Catarina, a expansão dos projetos de moradia popular financiados pelo Governo do Estado; a criação do Conselho Estadual da Reforma Urbana, com o objetivo de promover a requalificação de favelas e assentamentos urbanos; e a representação da população geral e de movimentos sociais na Secretaria de Estado da Assistência Social.
Laís defende a destinação de todos os imóveis públicos subutilizados ou desocupados do estado à iniciativas públicas ou sociais de moradia, saúde pública, educação ou combate às violências; a entrega de terras públicas para construção de moradia popular, e o uso os terrenos de propriedade do poder público do Estado para a construção de habitações populares.
Chaud quer a promoção de iniciativas de regularização fundiária de favelas, ocupações consolidadas e demais assentamentos; iniciativas de combate à gentrificação, priorizando que imóveis de habitação popular sejam localizados em bairros centrais nas cidades; a criação de uma rede estadual pública de mercados populares, e desapropriar imóveis sem função social, conforme o previsto no Estatuto das Cidades do Governo Federal.
Recadinhos
- Durante visita à 20ª edição do Salão do Imóvel, em Chapecó, a deputada federal e candidata ao Senado, Caroline De Toni (PL) explicou, em entrevista ao Diário do Iguaçu, os motivos de não ter participado dos debates realizados até o momento.
- Segundo Carol, a decisão segue a mesma estratégia adotada pelo governador Jorginho Mello (PL) e foi definida após reunião com a equipe de marketing da campanha.
- A candidata citou os debates promovidos pelo Grupo ND, NSC, SCC e Acaert como aqueles dos quais pretende participar na reta final da campanha.
- Espero que essa opção não faça com que Caroline opte por não comparecer ao programa Sala de Debates, da Condá FM, para ser entrevistada por Raquel Lang.







