segunda-feira, julho 6, 2026
InícioPolítica e CotidianoAuxílio-saúde na Câmara Municipal de Chapecó: vereadores do PCdoB reagem à polêmica

Auxílio-saúde na Câmara Municipal de Chapecó: vereadores do PCdoB reagem à polêmica

Confira a coluna do jornalista André de Lazzari

Foto: Isadora Reicher

Após a abertura dos envelopes do pregão eletrônico para contratação de um plano de saúde coletivo empresarial para o Legislativo chapecoense mostrar, na sexta-feira passada (3), que a licitação foi fracassada, sem interesse de nenhuma empresa para prestar esse serviço opcional à Câmara de Vereadores de Chapecó, os vereadores César Valduga e Paulinho da Silva, do PCdoB, propuseram um projeto de lei como reação à polêmica que manteve a comunidade atenta ao trabalho dos vereadores nas últimas semanas.

O projeto de lei propõe a obrigatoriedade de autorização legislativa prévia e específica para a instituição, alteração, adesão ou concessão de planos de saúde, auxílio-saúde ou benefícios congêneres aos servidores e agentes políticos de Chapecó. À coluna, Paulinho da Silva afirma que o texto foi proposto na tarde da sexta-feira passada, logo após o fim do pregão eletrônico, “a bem da transparência e da modalidade pública”.

Conforme os vereadores do PCdoB, manobras administrativas onde benefícios como auxílios-saúde e planos médicos privados para servidores de alto escalão e agentes políticos são criados por vias transversas, utilizando-se de decretos ou resoluções internas, em diferentes lugares do país: “Isso burla a Constituição Federal, que exige lei específica para a fixação ou alteração de remunerações e benefícios estruturais”, afirmam Valduga e Paulinho.

- Continua após o anúncio -

Os parlamentares afirmam que este projeto não cria o plano de saúde, não altera o regime jurídico do funcionalismo e não gera despesa: “Ele protege os cofres públicos ao vedar que o Executivo ou a Mesa Diretora instituam tais benesses por meio de canetadas. O projeto garante que qualquer matéria dessa natureza, com ou sem ônus direto, seja obrigatoriamente submetida ao processo legislativo transparente, com a respectiva estimativa de impacto da Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Valduga e Paulinho concluem sua defesa afirmando que “se o Poder Público deseja instituir um plano de saúde para o seu quadro de pessoal, essa decisão não pode ser tomada nos gabinetes, à porta fechada. Tem de vir para a luz do dia, passar pelas comissões e ser votada no plenário, com cada vereador a assumir publicamente a sua posição”.

Recadinhos

  • Uma investigação recente descobriu um esquema por trás de uma das maiores casas de apostas do mundo, a 1xBet: A plataforma estava transmitindo mais de mil partidas “fabricadas” por dia, conforme a newsletter The News.
  • Pense em uma linha de produção de jogos, onde equipes de dois a cinco jogadores disputam partidas curtas de até 12 minutos. Ao final, eles trocam de camisa para começar outro jogo em quadra vizinha, separada por uma cortina.
  • Por ano, isso resulta em quase meio milhão de partidas só na modalidade “futebol curto”, assistidas por cerca de 5 milhões de espectadores por mês.
  • A função real é funcionar como porta de entrada para manter o usuário na plataforma até ele migrar para o cassino online, onde realmente a plataforma ganha dinheiro.
Publicidade

Notícias relacionadas

SIGA O CLICRDC

147,000SeguidoresCurtir
120,000SeguidoresSeguir
13,000InscritosInscreva-se

Participe do Grupo no Whatsapp do ClicRDC e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp