
Na segunda-feira (24), a Rádio Eldorado de Criciúma promoveu o terceiro debate entre os candidatos a governador de Santa Catarina, e o segundo do interior: o foco continuou nas pautas da região Sul do Estado. Estiveram presentes os candidatos João Rodrigues (PSD), Marcelo Brigadeiro (Missão) e Ralf Zimmer (PRD). Gelson Merísio (PSB) e Jorginho Mello (PL) foram convidados, como manda a legislação eleitoral, mas não compareceram.
A primeira pergunta do debate foi feita por uma professora de jornalismo: Marli Vitale, da UniSATC, questionou Ralf Zimmer sobre o ensino técnico atrelado ao Ensino Médio. O candidato do PRD defendeu o fim do programa Universidade Gratuita para aumentar o salário dos professores e incentivar o uso do Fies. Ele afirmou categoricamente que o ensino técnico não é prioridade de sua campanha, e que o Ensino Médio tradicional é quem terá uma atenção especial num possível governo.
Rafaela Custódio, do portal Engeplus, perguntou a Marcelo Brigadeiro sobre o financiamento do Hospital São José de Criciúma. O candidato do Missão afirma que sobra dinheiro para manter este e outros hospitais do Estado, mas que o grande problema seriam as entidades filantrópicas que administram estas unidades. Ele afirma que, se eleito, fará uma investigação geral nos hospitais do Estado, e que muitas pessoas serão presas pelas irregularidades que serão descobertas.
Thiago Colombo, da Rádio Eldorado, perguntou a João Rodrigues sobre as propostas para aumento na participação da região Sul catarinense na economia estadual, que atualmente está na faixa de 11%. O candidato do PSD defendeu reduzir a tarifa do gás natural fornecido pela SCGás, para diversificar a indústria da região, sem ignorar a produção cerâmica, que é a principal matriz econômica do Sul do Estado, com incentivos fiscais. Já Ralf Zimmer defende a continuidade do ciclo do carvão.
Na disputa direta entre os candidatos, Ralf perguntou a João sobre suas medidas para a gestão do saneamento básico e da energia. O candidato do PSD reforçou sua posição de privatizar a Casan, mas antes disso, reduzir a taxa de esgoto ao consumidor em 20%. Quanto à Celesc, Rodrigues defendeu a manutenção da estatal como empresa pública, com investimentos prioritários na instalação de rede trifásica para as áreas rurais. Na réplica, Zimmer defendeu a manutenção da Casan como empresa pública.
João perguntou a Marcelo sobre a situação da saúde pública. O candidato do Missão defendeu que o problema da crise estadual na pasta é a gestão, inclusive com o envolvimento de um sócio de um filho do governador Jorginho na gestão do plano estadual de saúde dos servidores públicos, o SC Saúde. Brigadeiro defende o monitoramento contínuo de produtividade dos hospitais geridos por organizações sociais de saúde, as OSS, para combate à corrupção e melhor gestão do dinheiro público.
Recadinhos
- João Rodrigues defendeu a inserção do ensino profissionalizante como componente curricular obrigatório do Ensino Médio na Rede Estadual de Ensino
- Ralf Zimmer elogiou a bancada do Sul catarinense na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, mas com a ressalva de os representantes da região no Legislativo não terem conseguido resolver os atuais problemas da região
- Marcelo Brigadeiro saudou os profissionais da saúde do SUS em Santa Catarina pelo trabalho realizado, a despeito “da falta de recursos e salário adequado”; e criticou Jorginho por não ter realizado as revisões de planos de carreira prometidas
- No momento mais quente do debate, João questionou o afastamento de Ralf do trabalho durante o período eleitoral e afirmou que o adversário seria ligado ao governador: “Você é funcionário do Jorginho mesmo”.







