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- O Conselho Superior do Ministério Público Federal se reúne para decidir a abertura de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
- A análise ocorre após o nome do chefe do MPF aparecer em mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
- A sessão é comandada pelo vice-presidente do colegiado, Nicolau Dino, enquanto a relatoria do caso cabe ao subprocurador Francisco Sanseverino.

Paulo Gonet é o alvo da sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal marcada para esta sexta-feira, dia 25, com início previsto para as 10h, para definir se o procurador-geral da República passará a ser investigado oficialmente por crime comum após menções ao seu nome em mensagens apreendidas pela Polícia Federal.
O colegiado, que tem transmissão ao vivo pelo canal do MPF no Youtube, será liderado pelo vice-presidente Nicolau Dino, uma vez que o próprio Gonet preside a instituição. A condução dos trabalhos passará imediatamente para a análise do subprocurador Francisco Sanseverino, relator do processo administrativo.
A votação final precisará da maioria dos membros presentes para que a apuração seja instaurada. Caso os conselheiros decidam pela abertura do procedimento, um novo subprocurador será escolhido para relatar o caso específico contra o chefe do Ministério Público Federal.
Se a maioria dos conselheiros votar contrariamente à abertura do procedimento, o caso será arquivado definitivamente. A citação ao nome do procurador-geral ocorreu no contexto de conversas recuperadas de um aparelho celular apreendido com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O material veio a público depois que o ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo de trechos das investigações que detalhavam mensagens trocadas pelo ex-banqueiro com um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.
Nos dias anteriores à sua prisão, concretizada em 17 de novembro do ano passado, Vorcaro intensificou os contatos telefônicos. Em 15 de novembro de 2025, ao demonstrar apreensão com o avanço das apurações conduzidas na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, o executivo questionou interlocutores sobre a possibilidade de reverter a situação com a ajuda de figuras centrais do sistema.
Como o nome de Paulo Gonet apareceu nas investigações da Polícia Federal?
Paulo Gonet teve o nome citado diretamente pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens enviadas em novembro de 2025, quando o investigado demonstrava preocupação com o andamento das apurações conduzidas pela Justiça Federal.
Na mensagem enviada pelo aplicativo, o ex-banqueiro questionou se seria possível reverter o avanço das apurações com a ajuda do procurador-geral da República ou do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Apesar do registro da mensagem, a Polícia Federal destacou que não há elementos que comprovem qualquer interferência efetiva de Gonet ou de Andrei Rodrigues nas diligências.
A polêmica ganhou novos contornos na semana passada, quando o jornal O Globo divulgou um registro fotográfico no qual o procurador-geral aparece fumando charuto na companhia de Vorcaro e de outros convidados. O encontro ocorreu durante um evento jurídico promovido pelo Master em abril de 2024 na cidade de Londres.
Em resposta à divulgação das conversas e da imagem, a defesa e o próprio chefe do Ministério Público Federal negaram qualquer proximidade com o ex-banqueiro. A representação jurídica classificou a interação social como brevíssima e de caráter estritamente banal.
Qual foi a reação jurídica adotada pela defesa do chefe do MPF?
Paulo Gonet apresentou um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal solicitando a anulação integral do relatório da Polícia Federal que revelou as conversas e citações.
No entendimento apresentado pela defesa ao Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça teria atuado de forma irregular ao determinar o aprofundamento das investigações do caso Master para esmiuichar as conversas com o ex-banqueiro. Os advogados argumentam que tal medida exigiria autorização prévia do plenário da Corte.
O julgamento sobre a anulação do relatório investigativo estava inicialmente agendado para a última quarta-feira, mas a sessão acabou sendo retirada da pauta e desmarcada sem nova data divulgada até o momento. A decisão do colegiado desta sexta-feira definirá os próximos passos institucionais do caso.
A definição sobre a abertura ou o arquivamento da apuração interna pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal acontece enquanto o Supremo avalia os recursos da defesa. Os próximos desdobramentos dependem diretamente do resultado da votação dos conselheiros nesta sessão presidida por Nicolau Dino.
A votação do colegiado de conselheiros ocorre em sessão transmitida pela internet, permitindo o acompanhamento dos votos dos subprocuradores que integram o órgão de deliberação da instituição.
Fonte: Com informações de Agência Brasil






