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Adolescente de 13 anos investigado por atirar na cabeça de outro menino tem internação decretada em Chapecó

Justiça determinou internação provisória por até 45 dias; arma calibre 9 milímetros teria sido retirada da residência do pai do adolescente.


A Justiça decretou a internação provisória de um adolescente de 13 anos investigado por um ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado contra outro menino da mesma idade, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso ocorreu no sábado (10) e a medida foi concedida após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O prazo máximo da internação é de 45 dias.

Segundo a representação do MPSC, o adolescente teria efetuado um disparo de arma de fogo que atingiu a vítima na cabeça. O menino foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional do Oeste (HRO), onde passou por cirurgia.

Como ocorreu o disparo em Chapecó?

Conforme os autos, o adolescente teria acessado uma pistola calibre 9 milímetros pertencente ao pai. Durante as diligências, foram apreendidas na residência uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições.

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O pai do adolescente também é investigado, em tese, pelo crime de omissão de cautela na guarda de arma de fogo, previsto no Estatuto do Desarmamento.

Por que a Justiça determinou a internação provisória?

O Ministério Público sustentou que há indícios de autoria e materialidade do ato infracional, além de destacar a gravidade do caso. Entre os fatores considerados estão o uso de arma de fogo de uso restrito e a idade da vítima, menor de 14 anos.

Ao analisar o pedido, a Justiça considerou os argumentos apresentados pelo MPSC e entendeu que a internação provisória era necessária diante das circunstâncias da ocorrência. A medida pode durar até 45 dias.

Quais outras medidas foram determinadas pela Justiça?

Além da internação, a decisão acolheu os pedidos do Ministério Público para a realização de avaliação psicossocial e acompanhamento psicológico do adolescente. Também foi determinado o encaminhamento dos responsáveis para atendimento especializado.

As investigações devem continuar, com a realização de exames periciais e a obtenção de documentos médicos sobre o estado de saúde da vítima. O acompanhamento médico e psicológico do adolescente deverá prosseguir durante o período de internação.

O pedido foi apresentado pelo promotor de Justiça plantonista Wesley da Silva Müller. A decisão judicial busca garantir o andamento das investigações e o acompanhamento dos envolvidos durante a apuração do caso.

Informações: MPSC

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