terça-feira, julho 28, 2026
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Projeto que responsabiliza cuidadores de cães comunitários divide vereadores em Chapecó

Proposta prevê que pessoas que alimentam ou cuidam de cães comunitários assumam a guarda jurídica dos animais e possam responder por eventuais danos causados por eles.


⚡ Em Resumo:

  • O que é: Projeto de lei em Chapecó pretende responsabilizar juridicamente pessoas que alimentam, abrigam ou cuidam de cães comunitários.
  • Números/Dados: A proposta recebeu voto contrário do relator na Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final e aguarda análise dos outros dois integrantes.
  • Onde: Câmara de Vereadores de Chapecó.
  • Quem afeta: Cuidadores de cães comunitários, protetores de animais, Prefeitura de Chapecó e moradores do município.

O que prevê o projeto sobre cães comunitários?

O projeto de lei apresentado pelo vereador Neury Mantelli reacendeu o debate na Câmara de Vereadores de Chapecó. A proposta estabelece que pessoas que alimentam, abrigam ou prestam cuidados contínuos a cães comunitários passem a ser consideradas responsáveis legais pelos animais.

Na prática, quem for enquadrado como cuidador deverá manter o cão identificado, vacinado e castrado. Além disso, poderá responder solidariamente por danos materiais e morais caso o animal provoque ataques ou outros prejuízos a terceiros.

O texto também prevê a criação, pela Prefeitura de Chapecó, de um cadastro de cães comunitários e de seus respectivos cuidadores.

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Por que o projeto está sendo contestado?

A proposta passou a ser alvo de críticas após o presidente da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, vereador Wilson Cidrão, afirmar que o projeto é ilegal.

Segundo o parlamentar, a matéria trata de responsabilidade civil, tema de competência da União, além de contrariar a legislação estadual que regulamenta os animais comunitários. As declarações foram feitas em vídeo publicado nas redes sociais.

Como está a tramitação na Câmara de Chapecó?

A discussão avançou dentro da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final. O vice-presidente da comissão, vereador Nivaldo Augusto da Rosa, apresentou voto contrário ao projeto, acompanhando o parecer jurídico da Associação das Câmaras Municipais do Oeste de Santa Catarina (ACAMOSC), que apontou a inconstitucionalidade da proposta.

Agora, o parecer será analisado pelos vereadores Wilson Cidrão e Fernando Cordeiro.

O que acontece se o parecer for aprovado?

Se a maioria da comissão acompanhar o voto do relator, o projeto será arquivado e não seguirá para votação em plenário.

Caso o parecer seja rejeitado, a proposta continuará tramitando pelas demais comissões da Câmara antes de ser submetida à votação dos vereadores. Enquanto isso, o tema segue gerando debate entre parlamentares, protetores de animais e moradores de Chapecó.

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