
O mês de julho de 2026 foi marcado por uma sequência de eventos climáticos severos em Chapecó e na região. Segundo dados da Defesa Civil de Chapecó, o município registrou 317,6 milímetros de chuva, mais que o dobro da média histórica para julho, que é de 150 milímetros.
Além do volume elevado de precipitação, foram contabilizados 12 dias com registros de tempestades e 97 horas ininterruptas de chuva ao longo do mês.
Quanto choveu em Chapecó durante julho?
Chapecó acumulou 317,6 mm de chuva em julho. O volume representa mais de duas vezes a média histórica de 150 mm para o período.
De acordo com Walter Parizotto, diretor de Proteção e Defesa Civil de Chapecó, julho de 2026 foi o mês climatologicamente mais intenso registrado no município desde 1997.
Por que julho teve tantos eventos de chuva e tempestades?
Segundo a Defesa Civil, a sequência de instabilidades esteve relacionada à dinâmica de transição climática e à atuação do fenômeno El Niño.
A combinação de correntes de jato em baixos níveis, que transportam ar quente da Amazônia, frentes frias intensas e ciclones favoreceu a formação de temporais, vendavais, granizo e volumes elevados de chuva.
“Julho de 2026 foi marcado por episódios recorrentes de instabilidade severa na Região de Chapecó”, explicou Parizotto.
Quais regiões também foram afetadas pelas tempestades?
Os eventos climáticos atingiram uma área mais ampla do Sul do Brasil, envolvendo o Noroeste do Rio Grande do Sul, o Sudoeste do Paraná e o Oeste de Santa Catarina.
Segundo a Defesa Civil de Chapecó, 140 municípios dessas regiões registraram intempéries com impactos significativos. Em 38 deles, houve ocorrência de granizo com pedras superiores a três centímetros.
Também foram registrados tornados no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Chapecó teve prejuízos causados pelo granizo?
Apesar da frequência e intensidade das tempestades, Chapecó não registrou danos significativos ou severos provocados pela queda de granizo durante o período analisado.
A Defesa Civil atribui parte desse resultado à atuação dos três sistemas antigranizo instalados no município, localizados na Efapi, no Loteamento Alice e no distrito de Marechal Bormann.
Quantas vezes o sistema antigranizo foi acionado?
Somente na quinta-feira (6), diante do risco de granizo associado à passagem de um ciclone bomba que provocou estragos em municípios do Sul do país, o sistema antigranizo de Chapecó foi acionado três vezes.
A medida ocorreu durante mais um episódio de instabilidade, que faz parte de uma sequência de eventos climáticos observada desde julho.
O que a Defesa Civil prevê para os próximos meses?
A Defesa Civil de Chapecó mantém ações de coordenação e preparação para os impactos associados ao El Niño.
Segundo Walter Parizotto, a expectativa é de que os efeitos do fenômeno possam ser ainda mais severos nos próximos meses. A orientação é manter o acompanhamento das condições meteorológicas e das informações divulgadas pelos órgãos oficiais.





