quarta-feira, abril 15, 2026
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Aeroporto não é luxo: é o direito de Chapecó e do Oeste a infraestrutura de série A, logística eficiente e respeito a quem produz

Por Cleiton Fossá, Advogado, Deputado Estadual Suplente, Cidadão o oeste catarinense

Foto: Divulgação | Cleiton Fossá

Tem coisa que quem não é daqui não entende.

Quem nasce e vive no Oeste sabe o que é produzir muito e receber pouco em estrutura. Sabe o que é ver a região crescer na força do trabalho, enquanto a infraestrutura chega sempre depois, quando chega. A gente aprende cedo a conviver com isso. Com estrada que não acompanha o movimento da economia. Com promessa antiga de ferrovia que nunca sai do papel. E com a sensação constante de que precisamos fazer mais esforço do que outros para chegar no mesmo lugar.

É nesse contexto que entra o aeroporto de Chapecó. E não, não se trata de discutir avião. Se trata de discutir dignidade regional.

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Porque quando alguém perde um voo por falta de condição adequada de operação, isso não é um problema técnico. É prejuízo. Quando um empresário precisa reorganizar agenda por cancelamento, isso não é detalhe. É custo. Quando um paciente precisa se deslocar para tratamento e enfrenta dificuldade de conexão, isso não é estatística. É vida real.

O aeroporto é, talvez, a forma mais visível de uma pergunta que o Oeste faz há décadas: até quando vamos continuar resolvendo tudo na base da superação, enquanto a estrutura fica para depois?

Chapecó não é uma cidade pequena tentando crescer. Chapecó já cresceu. É referência nacional em agroindústria, move cadeias produtivas, gera emprego, sustenta exportação e lidera uma região inteira. O que falta não é capacidade. É correspondência.

Por isso, defender um aeroporto de série A nunca foi, para mim, uma pauta de momento. Sempre foi uma convicção.

Defendi isso como vereador, quando já era evidente que a cidade precisava pensar maior. Me posicionei quando decisões importantes foram tomadas sem o diálogo necessário com a sociedade. Levei essa visão para o debate quando disputei a prefeitura, porque entendia — e continuo entendendo — que a infraestrutura define o limite do crescimento.

Depois, como deputado estadual, transformei essa convicção em encaminhamento formal. Não para fazer discurso, mas para provocar o sistema a se movimentar. E mais tarde, na função de articulação institucional do município, essa pauta saiu do campo da intenção e entrou no campo da construção.

Não foi por acaso que o aeroporto de Chapecó passou a integrar a carteira nacional de investimentos do governo federal. Isso não acontece com improviso. Acontece com insistência, com presença, com diálogo e com capacidade de sustentar uma pauta ao longo do tempo.

Mas é importante dizer: o aeroporto, sozinho, não resolve tudo. Ele é símbolo.

Símbolo de uma região que quer se conectar melhor, produzir mais, reduzir custo, atrair investimento e ter o direito de competir em condições mais equilibradas.

E essa discussão não pode ser isolada. Ela precisa caminhar junto com a BR-282 duplicada, com a ferrovia que o Oeste precisa, com a segurança hídrica e com a logística das agroindústrias.

Porque infraestrutura não é obra solta. É sistema. O que o Oeste espera não é privilégio. É coerência.

Se a região gera riqueza, sustenta cadeias produtivas e tem papel estratégico no estado e no país, é natural que a estrutura acompanhe esse peso. Isso não é favor. É lógica.

A verdade é simples: quando a infraestrutura falha, o custo aparece na vida das pessoas. No preço, no tempo, na oportunidade que não chega, no investimento que vai para outro lugar. E quando a infraestrutura avança, o efeito também é imediato. Mais conexão, mais competitividade, mais desenvolvimento, mais qualidade de vida.

No fundo, o debate sobre o aeroporto de Chapecó não é sobre obra. É sobre visão.

É sobre escolher se vamos continuar tratando o Oeste como região que sempre espera, ou como região que já provou que merece mais.

Eu não tenho dúvida de qual é o caminho. O Oeste não pode mais esperar.

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