
O cineasta Osnei de Lima escolheu a cidade de Chapecó (SC) para finalizar seu longa-metragem de ficção “Antes do Nascer do Sol”, que conta a história do pioneiro do cooperativismo no Brasil, Aury Luiz Bodanese. No sábado, dia 26 de setembro, serão realizadas filmagens reais, no modo tradicional do cinema, no bairro Presidente Médici, região de bastante movimento da cidade. O filme é a primeira produção brasileira feita com 92% de recursos completamente de Inteligência Artificial e clones de atores.
No filme, Dr. Alfredo Lang (foto a seguir), fará o mestre de cerimônias, representando toda a imprensa de SC e do RS. O Advogado, que se tornou notório empreendedor na área de comunicação, é natural de Getúlio Vargas.


Francisco Osmar Souza Leite, vice-presidente do Sicoob/Maxicrédito (maior apoiadora do filme), interpreta um escritor do livro ficcional, DEGRAUS da AUDÁCIA, para narrar os 12 capítulos do longa-metragem, 65% já concluído esta semana.
Isadora Ribeiro e Nicola Siri
Os outros 8% da obra de 85 minutos – que envolvem toda a logística de locação de equipamentos, cenários e a presença de técnicos para operação do maquinário e direção das cenas, além da presença de atores – acontecem na oportunidade. Participarão das filmagens a atriz Isadora Ribeiro e o ator Nicola Siri, que estão no filme, mas em outra fase, com outros personagens e em outro formato, uma vez que tiveram seus corpos, vozes e gestos clonados pela IA – uma das grandes novidades deste projeto.
Desta vez, graças a uma adaptação do roteiro, escrito pelo próprio Osnei e por Julmir Cecon, Isadora e Nicola estarão de volta para fazer as cenas finais da produção como outros personagens. Eles estarão em Chapecó no set, para interação com os convidados especiais, às 13h30. Para as filmagens de sábado, dia 26 de setembro, também foram convidados cerca de 60 líderes cooperativistas que conviveram com Aury, além de patrocinadores, empresários, jornalistas, familiares e convidados especiais para participarem do filme.
Está prevista a filmagem das cenas do lançamento do livro ficcional “Degraus da Audácia”, de um escritor que será interpretado pelo cooperativista Francisco Osmar Souza Leite, CEO do SICOOB Maxicrédito, que aparece no filme abrindo os capítulos da história. No evento de lançamento, também caberá ao radialista Dr. Alfredo Lang, que idealizou o Grupo Condá de Comunicação e atualmente se encontra com 86 anos, executar o cerimonial.
Aury, um caminhoneiro incomum
O evento da ficção acontecerá no auditório da sede do SICOOB Maxicrédito, modelo financista coletivo que tem mais de 6 milhões de cooperados no país e é um dos principais patrocinadores do filme, será palco das últimas gravações da película. “Até 31 de dezembro, queremos ter em mãos a primeira versão desta obra cultural única e emocionante, que narra a trajetória de um caminhoneiro jovem que some de casa aos 15 na boleia, porém, já havia sido expulso da escola antes por duas vezes”, afirma Osnei.
A maior parte do filme, produzida com IA generativa, existe graças à parceria de Osnei com a IACOM, dirigida por Bruno Melo e Tony Areda, empresa de Florianópolis que tem tentáculos cibernéticos com empresas da Tailândia e Estados Unidos, “Em Hollywood, já é uma realidade a produção de filmes com IA, principalmente aqueles produtores que estão iniciando suas carreiras, que têm um orçamento baixo, que é o nosso caso, cinema independente. Tudo está mudando, vai haver mercado, espaço, todo mundo vai ganhar. Precisamos entender que a tecnologia veio para nos ajudar”, comenta Osnei. “Ele costumava dizer ‘Eu era medonho’.
Fumante desde os 11 anos, Aury vendeu jornais e bananas no centro de Erechim (RS) para poupar dinheiro e realizar sonhos bastante ousados para a década de 1950. A saga de Bodanese, que morreu aos 69 anos em 30 de janeiro de 2003 com ambas as pernas amputadas, se traduz numa obra perene e surreal, afinal, o líder ergueu um império coletivo com apenas o 2º grau primário, mas acordava às 5h para devorar os principais jornais do país e acompanha as nuances de mercado com olhar de águia. Falava pouco. Ouvia muito. Quando sacava um plano, era como um franco atirador a acertar o alvo, sempre 20, 30 anos antes que outros, daí o título de ‘Tigre Visionário’ que ele tem”, relembra o cineasta, para explicar que tudo isso está no filme, ou seja, toda a parte histórica, desde 1875 até 2003, foi feito a partir da reconstituição de fotos e vídeos antigos, com consentimento e colaboração da família.






