
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou o bloqueio de até R$ 2,7 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB). A decisão foi tomada por unanimidade na quarta-feira (23), durante uma sessão fechada.
O bloqueio ocorre no contexto das apurações sobre negócios realizados pelo BRB com o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 diante de indícios de gestão fraudulenta.
Qual foi o valor bloqueado pelo TCDF?
O TCDF determinou o bloqueio de R$ 2.761.749.206,55 em contas e bens dos cinco ex-dirigentes do BRB.
Segundo o tribunal, a medida busca preservar recursos para um eventual ressarcimento aos cofres públicos diante dos indícios identificados nas operações investigadas.
Os ex-dirigentes terão 30 dias para apresentar defesa.
Por que os ex-dirigentes do BRB tiveram bens bloqueados?
A decisão está relacionada às operações realizadas pelo BRB com o Banco Master e às apurações sobre possíveis prejuízos decorrentes desses negócios.
O TCDF informou que a medida tem caráter cautelar e busca resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos enquanto as investigações e análises continuam.
O tribunal também determinou uma instrução prioritária para avaliar se o bloqueio deverá ser estendido a outras pessoas envolvidas no caso.
O que o TCDF determinou sobre a auditoria do BRB?
O tribunal determinou que informações obtidas em uma auditoria independente contratada pelo próprio BRB sejam encaminhadas em até 24 horas.
O trabalho busca avaliar os prejuízos relacionados aos negócios realizados com o Banco Master. Os dados deverão auxiliar a análise do tribunal sobre a extensão das possíveis perdas.
Como está a situação regulatória do BRB?
Segundo o TCDF, o BRB está em desconformidade regulatória por não ter cumprido os prazos legais para apresentar os balanços operacional e patrimonial.
Os documentos não são publicados desde o ano passado.
O que a Operação Compliance Zero investiga?
O caso também é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Há suspeitas de que ex-dirigentes do BRB tenham recebido vantagens indevidas para autorizar a compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas do Banco Master.
Segundo as investigações mencionadas na reportagem, essas operações podem superar R$ 12 bilhões. O tamanho total do eventual prejuízo ainda não foi divulgado.
As suspeitas seguem em apuração e os envolvidos terão oportunidade de apresentar suas defesas no decorrer do processo.







