
O Brasil está classificado para a próxima fase da Copa do Mundo de 2026, e a animação da torcida não se limita às arquibancadas, ou reuniões em frente à TV. Em Chapecó, três grupos de pessoas decidiram levar o sentimento para as ruas e transformar o momento da Copa em recordação através de pinturas, colocação de bandeiras nos muros das casas e bandeirinhas sobre a via.
A Rua Israel tem seu fim no bairro Passo dos Fortes, região onde a família de Eduarda Lins mora há 27 anos. Eduarda foi a responsável pela movimentação inicial. Ela conta que a família acompanhou outras iniciativas, especialmente no Rio de Janeiro, até que surgiu a ideia “por que não fazemos isso na nossa rua também?”. No engajamento da mãe, cunhada e prima, Eduarda convidou familiares, amigos e vizinhos para participarem. No total, cerca de 30 pessoas se envolveram com o projeto.

A repercussão
Após o compartilhamento de stories no Instagram com fotos do resultado, o grupo de Eduarda recebeu “inúmeras mensagens de apoio”, além de doações de materiais e pedidos de pessoas para se juntarem ao projeto, que ganhou novas pinturas no dia seguinte. Para Eduarda, “o mais bacana foi ver pessoas de outras ruas e bairros vindo até aqui”, “foi muito gratificante perceber que a nossa iniciativa acabou inspirando outras pessoas e despertando esse espírito de união e celebração da Copa do Mundo”.
De fato, a iniciativa da Rua Israel, que até ganhou perfil no Instagram, despertou a atenção de Erno Zuse, morador da Rua Itapetininga, no Centro de Chapecó. Ele e a família “pensaram de última hora”, reunindo cinco integrantes da família: Erno, a esposa, os filhos e a neta”. No mesmo tempo em que Erno desenhava o contorno daquelas que seriam as pinturas, a família coloria com tinta. A parte mais complicada no processo foi o trânsito, já que a rua é uma via de mão dupla e não foi interrompida durante a pintura.
Zuse conta que a família está confiante na trajetória da seleção brasileira para a Copa, “temos que acreditar”.

Alegria da criançada
No Bairro Desbravador, a ideia surgiu “numa conversa na mesa”. Durante o jantar, a família de Marta assistiu uma reportagem que falava sobre a tradição da pintura na rua em épocas de Copa do Mundo. O marido de Marta recordou a tradição, que também acontecia na infância dele. O filho de Marta animou-se com a ideia e cobrou que a família também fizesse a decoração para acompanhar o Brasil.
A família buscou os produtos necessários para pintura, que no fim uniram-se à tinta guache. O que era pra ser um evento de poucas pessoas, fez a alegria de mais de 10 crianças que, com a ajuda dos adultos e pincéis, baldes, formas e tintas iniciaram a pintura. “Não foi nada organizado. Foi: vamos? vamos!”. Marta conta que “se fosse organizado, não teria sido tão incrível como foi”.
A vizinhança já combinou de assistir o jogo na rua para dividirem boa companhia e bons momentos de torcida, com instalação de telão e espetinhos para as crianças.








