
Ocorreu na noite de ontem (25), o último debate entre os candidatos ao Senado por Santa Catarina, promovido pela NSC. Estiveram presentes os candidatos Afrânio Boppré (PSOL), Antídio Lunelli (MDB), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP) e Jeferson Rocha (PRD). Os dois candidatos do PL, Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, não compareceram ao confronto.
Jeferson começou perguntando a opinião de Amin sobre Carlos Bolsonaro. Esperidião começou a responder cumprimentando Lunelli por comparecer ao debate mesmo com a morte de Elias Raasch, que foi assessor de comunicação nas campanhas do ex-prefeito de Jaraguá do Sul. Rocha replicou atacando Carlos, e oferecendo isso como um “desagravo” para Amin, e na tréplica, o candidato à reeleição diz que não iria fazer juízos de valor.
Amin perguntou a Jeferson sobre a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público de não abrir investigação contra o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, sobre possíveis envolvimentos com o escândalo do Banco Master. Rocha concordou com Espiridião que isso “é inaceitável”, e o atual senador acrescentou que isso “não é um ato isolado” dentro da crise institucional do Poder Judiciário Federal.
Décio Lima perguntou a Lunelli sobre o escândalo do Banco Master. Visivelmente emocionado pela morte do seu marqueteiro, o candidato do MDB discorda da visão que a coligação de esquerda tem sobre o caso de corrupção, apesar de concordar com o combate parelho à corrupção. O presidente do Sebrae citou nominalmente os integrantes da família Bolsonaro possivelmente envolvidos no escândalo durante resposta e tréplica.
Lunelli perguntou a Afrânio sobre o combate aos efeitos climáticos do El Niño. Boppré ressaltou que, enquanto vereador de Florianópolis, criou uma lei para regular a convivência da natureza com a área urbana, e propôs fazer uma legislação federal quanto ao assunto. Antídio defendeu a criação do Parque Via Verde, feito durante seu governo como prefeito de Jaraguá do Sul, e recebeu elogio de Boppré pelo projeto.
Nas perguntas com tema definido pela NSC, Décio teve de perguntar a Jeferson sobre segurança pública. O candidato do PT perguntou se o candidato do PRD concorda na criação de um sistema unificado de segurança pública no país. Rocha qualificou a ideia como “conveniente”, mas ressaltou que o combate às bets e ao crime organizado não podem ficar de fora da discussão na Câmara Alta.
Afrânio teve de perguntar a Amin sobre emendas parlamentares. Boppré se posicionou contra essa instituição, e perguntou qual seria uma nova forma de injetar mais recursos em Santa Catarina. Esperidião defendeu o atual sistema de emendas, trazendo exemplos desde a duplicação da BR-101 no trecho norte, a partir da década de 1990. O candidato do PSOL opinou que as emendas são ineficientes, e defendeu o método do orçamento participativo.
Recadinhos
- A nova estimativa da Polling Data para a disputa presidencial, atualizada com as pesquisas até quinta-feira (24), de 23 institutos, mostra que a diferença entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) segue diminuindo.
- O atual presidente chega a 43,5% dos votos válidos, enquanto Flávio possui 40,7%. Augusto Cury (Avante) segue em terceiro, com 5,6%. Ronaldo Caiado (PSD) agora está em quarto, com 4%, e passou Renan Santos (Missão), que tem 3,1%.
- Neste momento, Lula tem 78% de chances de terminar o primeiro turno na liderança, e Flávio, 22%. Para a Polling Data, as chances de haver segundo turno para presidente, neste momento, são de 100%.
- Na disputa “tete a tete”, Flávio venceria Lula com 50,4% contra 49,6% dos votos válidos, se o segundo turno fosse hoje. As probabilidades do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro vencer em 25 de outubro estão, neste momento, em 58%.







