
Neste sábado (19), começa a contagem regressiva de 15 dias para as eleições gerais. Por uma impressão minha, acompanhando o horário eleitoral gratuito e algumas declarações de candidatos ao Governo de Santa Catarina, acredito que as campanhas estão com o “freio de mão puxado”. Existem estratégias mais agressivas a serem tomadas, principalmente por parte do candidato João Rodrigues (PSD), que deverão aparecer ao público na “hora H”, ou seja, na semana das eleições.
A campanha de Jorginho Mello (PL) está quase como sua música favorita: repetindo sem parar. Com os institutos de pesquisa entregando, nos cenários de votos válidos, porcentagens entre 55% e 65%, em média, para o atual governador; ele se resguarda, como já fizeram outros candidatos ao longo da história da presente forma de campanha eleitoral. Só para lembrar: Jorginho simplesmente está fazendo a mesma estratégia que Lula (PT) está aplicando na disputa presidencial. “Debate? É de comer isso?”
E como em toda a campanha, temos as esquisitices: o candidato Brunno Dias, do PCO, brindou ontem (18) um momento histórico da TV catarinense, com a NSC TV se prestando a mostrar uma reportagem, descrevendo o dia do candidato, que deu expediente normalmente como pedreiro, sua profissão, e ali mesmo fazia discursos eleitorais, no meio da obra. Enquanto isso, Marcelo Brigadeiro (Missão) se presta a ouvir desaforos no centro de Florianópolis e quase dá uma exibição gratuita de luta com um “engraçadinho”.
Os números da Polling Data para presidente
No agregador de pesquisas Polling Data, que como já explicamos anteriormente, reúne os 23 maiores institutos de pesquisas do país para calcular a média do cenário atual da disputa presidencial, faltando apenas 15 dias para as eleições, o cenário confirma a realização de segundo turno ao Palácio do Planalto.
Lula tem 42% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) chega a 38,9%; Augusto Cury (Avante) marca 6,9%; Ronaldo Caiado (PSD) fica com 3,8%; Renan Santos (Missão) chega aos 3,7%; Pablo Marçal (PRTB) fica com 1,2%; Romeu Zema (NOVO) marca 1,1%; Rui Costa Pimenta (PCO) chega a 0,6%; Hertz Dias (PSTU) marca 0,5%; Clariana Barão (DC) e Samara Martins (UP) chegam a 0,4% cada, e Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi (DEM) marcam 0,2% cada um.
A Polling Data afirma que hoje existem 99,9% de chances de haver segundo turno, e 79,6% de probabilidades que Lula fique em primeiro lugar. Brancos, nulos e indecisos ficam entre 7% e 11% do eleitorado na disputa de 4 de outubro. No cenário de segundo turno, Flávio venceria Lula por 50,3% dos votos válidos contra 49,7% do petista. Brancos, nulos e indecisos somam 10,6% do eleitorado no segundo turno. Nas probabilidades, Flávio Bolsonaro tem, neste momento, 58,2% de chances de vencer em 25 de outubro.
Recadinhos
- Os principais candidatos à Presidência já acumulam um gasto de R$ 151 milhões na campanha eleitoral, conforme a newsletter The News.
- A cada eleição, o TSE estabelece um teto de gastos para as campanhas eleitorais para cada cargo em disputa. Em 2026, os candidatos à Presidência podem gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno e mais R$ 44,5 milhões no segundo.
- Olhando de perto, o ranking dos presidenciáveis de gastos declarados até a quinta-feira (17) fica da seguinte forma: Lula gastou R$ 65 milhões, Flávio Bolsonaro despendeu R$ 55 milhões.
- Caiado gastou R$ 24 milhões, Romeu Zema gastou R$ 4 milhões. Renan Santos gastou R$ 1,2 milhão; mas não vem usando fundo eleitoral e já arrecadou mais de R$ 2,2 milhões. Augusto Cury, gastou apenas R$ 265 mil.






