InícioPolítica e CotidianoPassando Chapecó a Limpo - Parte 2

Passando Chapecó a Limpo – Parte 2

Confira a coluna do jornalista André de Lazzari

Foto: Isadora Reicher

A coluna segue sua série de edições tratando, de forma detalhada, todos os dados de Chapecó no Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Em comparação ao ano passado, Chapecó perdeu uma posição, mas está em 52º lugar entre mais de 400 municípios analisados. As notas vão de zero a 10 para todos os quesitos, e vamos radiografar nesta série o que vai bem e o que vai mal na capital do Oeste Catarinense.

Educação

Em Chapecó, 61% das crianças entre zero e cinco anos está em uma creche ou escola (nota 4,6); 100,8% da população em idade de ensino fundamental (seis a 14 anos) no município está na escola (nota 6,1); e 76,8% dos adolescentes entre 15 e 17 anos está no ensino médio (nota 3,4).

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Em tempo integral, estão em Chapecó 16,9% dos alunos da educação infantil (nota 2); 4,4% dos alunos do ensino fundamental (nota 0,5); e 1,7% dos alunos do ensino médio (nota 0,2). Em 2023, o IDEB dos anos iniciais do ensino fundamental em Chapecó ficou em 6,1; dos anos finais, 4,8; e do ensino médio, 3,8. Em 2024, a nota média do ENEM no município ficou em 559 pontos (nota 6,9)

Segurança

Em Chapecó, ocorre uma morte violenta para cada 10 mil habitantes (nota 8,7). No município, 28,9% das mortes por causas externas ocorre a partir de eventos cuja intenção é indeterminada (nota 7). Em Chapecó, morrem seis jovens entre 15 e 29 anos para cada 10 mil habitantes por razões de segurança (nota 7,9). Acidentes de trânsito matam duas pessoas a cada 10 mil habitantes no município (nota 8,4); e provocam 16 internações nos hospitais para cada 10 mil habitantes (nota 8,3).

Saneamento

Chapecó tem uma cobertura de 74,3% no abastecimento de água (nota 7,3), de 38,4% na coleta de esgoto (nota 3,8), de 49,6% no tratamento de esgoto (nota 2,4), e de 95,1% na coleta de resíduos domésticos (nota 9,1). A Casan perdeu, em 2024, 43,5% da água que trata na distribuição (nota 5,6), e por consequência, perdeu 44,1% do dinheiro que poderia faturar com o serviço (nota 5,6). Todo o lixo coletado em Chapecó possui uma destinação correta (nota 10).

Recadinhos

  • Recentemente, o Banco Central da Holanda decidiu transferir 86 toneladas de ouro de Nova York para Europa. Antes, a França tomou uma decisão parecida e políticos da Alemanha e Itália já defenderam a retirada desse ativo dos Estados Unidos.
  • Parte da explicação está na preocupação dos governos com a política americana e o distanciamento que o país vem tendo em relação à União Europeia, incluindo as ameaças de anexar parte da Groenlândia, conforme a newsletter The News.
  • Na prática, esse movimento aumenta o temor de que o ouro fique temporariamente inacessível em um cenário extremo de sanções, disputas legais ou tensões geopolíticas. Essa desconfiança acaba fazendo o minério migrar para fora do país.
  • O destino do ouro que sai dos Estados Unidos tem sido a Europa. A Holanda, por exemplo, transferiu suas toneladas de ouro para Londres, um centro global da commodity que daria segurança para ela vender o ativo a qualquer momento.
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