
A circulação da cigarrinha-do-milho apresentou queda nas regiões Oeste e Norte de Santa Catarina, segundo o levantamento mais recente do programa Monitora Milho SC. No Oeste, foram registrados, em média, 53 insetos por armadilha, enquanto no Norte a média chegou a 78.
Apesar da redução, a presença de agentes causadores de doenças nas lavouras mantém o alerta para os produtores. Segundo a Epagri, análises laboratoriais identificaram patógenos relacionados ao complexo de doenças transmitidas pela cigarrinha-do-milho.
A pesquisadora da Epagri/Cepaf e coordenadora do programa Monitora Milho SC, Maria Cristina Canale, explica que a incidência do inseto ainda é baixa nas demais regiões do estado devido ao estágio de desenvolvimento das plantações.
“Apesar da redução populacional, os patógenos causadores das doenças nos milhos foram detectados em amostras laboratoriais, o que indica a circulação dos vírus e bactérias que servem de alerta para os produtores”, explica.
Nas amostras analisadas, 67% apresentaram presença do mosaico estriado e 35% do raiado fino. Bactérias associadas aos enfezamentos pálido e vermelho também foram identificadas em coletas realizadas nos municípios de Tunápolis, São Miguel do Oeste e Mafra.
A recomendação aos produtores é iniciar o monitoramento das lavouras desde a emergência das plantas, eliminar o milho tiguera, que nasce espontaneamente após a colheita, e adotar medidas de manejo preventivo.
A pesquisadora destaca que o acompanhamento constante é necessário para reduzir os impactos provocados pela cigarrinha e pelas doenças transmitidas pelo inseto.
Segundo Maria Cristina, os surtos relacionados aos enfezamentos têm ocorrido com frequência nas principais regiões produtoras de milho do país. Por isso, a orientação é que o setor produtivo trabalhe de forma integrada, com participação dos agricultores no monitoramento e no manejo regionalizado.
O programa Monitora Milho SC foi implantado pelo Comitê de Ação Contra a Cigarrinha-do-milho e Complexo de Enfezamentos, criado em 2021. A iniciativa reúne instituições como Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.
O objetivo é acompanhar a população da cigarrinha-do-milho e a presença de agentes causadores de doenças nas diferentes regiões de Santa Catarina, fornecendo informações para orientar os produtores.
Com informações da Epagri.





