
O professor e ex-integrante do Exército Venezuelano, Alexander Aragol, novamente colabora com a nossa coluna, dessa vez trazendo uma reflexão sobre o comportamento de parte da nossa sociedade: “Com o tempo, cheguei a uma convicção irrefutável: a ignorância não é uma condição passiva, mas uma forma ativa de empobrecimento pessoal. Ela não se limita à ausência de conhecimento; manifesta-se como uma renúncia consciente ao discernimento, à reflexão crítica e ao crescimento interior”.
Aragol sustenta que a educação, em seu verdadeiro sentido, transcende em muito a aquisição de credenciais acadêmicas: “Envolve a construção deliberada do pensamento, o desenvolvimento de habilidades analíticas, o domínio da linguagem, a compreensão do contexto e, sobretudo, a regulação do comportamento em sociedade. É aprender a ouvir atentamente, a discordar respeitosamente e a reconhecer, com humildade intelectual, que sempre há algo mais a aprender”.
Para Alexander, a ignorância profunda é particularmente prejudicial porque muitas vezes vem acompanhada de uma perigosa ilusão de autossuficiência: “Ela se expressa de forma estridente, oferece opiniões infundadas, emite julgamentos sem provas e reage sem reflexão. Aqueles que nela se encontram raramente percebem suas próprias limitações, confundindo convicção com conhecimento e arrogância com certeza”.
Aragol afirma ter testemunhado, e também participado, das consequências de negligenciar o desenvolvimento integral do indivíduo: decisões ruins, oportunidades perdidas, relacionamentos prejudicados e uma vida presa à repetição dos mesmos erros, disfarçados apenas por circunstâncias diferentes: “O verdadeiro ponto de virada ocorreu quando assumi a responsabilidade de aprender de forma consciente e consistente, e de aperfeiçoar não apenas meu intelecto, mas também meu comportamento”.
Alexander afirma ter compreendido que o conhecimento concede autonomia, mas que o comportamento ético e ponderado é o que constrói credibilidade: “Aprendi que saber se expressar é uma habilidade valiosa, mas saber quando permanecer em silêncio é uma manifestação superior de sabedoria. Que nem toda confrontação exige veemência, nem toda discordância exige imposição”.
Para Alexander, a educação é, em essência, um exercício de humildade constante: “Comportar-se com dignidade é uma expressão inequívoca de inteligência emocional e social. Abandonar a ignorância é uma decisão que deve ser renovada a cada dia. Hoje, escolho o crescimento consciente, mesmo quando isso envolve desconforto. Escolho o aprendizado ao longo da vida, mesmo quando isso desafia minhas próprias crenças”.
Concluindo, Aragol afirma escolher conduzir-se com sobriedade e rigor, porque compreendeu que o progresso autêntico não se exibe, ele se incorpora: “Se há algo de que tenho absoluta certeza, é de que aqueles que se educam, progridem; aqueles que agem com discernimento, transcendem; aqueles que persistem na ignorância, inevitavelmente estagnam”.
Recadinhos
- Depois de um cessar-fogo falho entre Israel e Líbano no começo da semana, os Estados Unidos anunciaram um novo acordo entre os dois países, que também falhou, conforme a newsletter The News.
- Os Estados Unidos possuem interesse no fim do conflito entre Israel e Líbano, porque é uma das condições para o país conseguir acabar com a guerra do Irã, que tem pressionado a popularidade do presidente Donald Trump e a economia local.
- Na prática, esse conflito tem acontecido entre Israel e o grupo terrorista Hezbollah, muito presente e influente no território libanês.
- Os confrontos começaram no início de março, como uma resposta do grupo depois dos ataques americanos e israelenses ao Irã.







