
O vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan Bolsonaro, segue como réu em um processo criminal que tramita na Justiça do Distrito Federal. As acusações envolvem lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e suposto uso de documento falso.
As informações foram divulgadas em uma coluna publicada nesta quinta-feira (22). Segundo a acusação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Jair Renan e o ex-sócio Maciel Alves de Carvalho teriam utilizado empresas supostamente de fachada para obter linhas de crédito bancário de forma irregular.
De acordo com a investigação, um homem identificado como Antonio Amâncio Alves Mandarrari teria sido utilizado como “laranja” para abertura de contas bancárias e movimentações financeiras. A acusação aponta ainda que relatórios fiscais teriam sido produzidos com informações falsas para demonstrar um faturamento superior a R$ 4,6 milhões.
Ainda conforme o processo, os empréstimos obtidos teriam sido utilizados também para despesas pessoais, incluindo pagamento de faturas de cartão de crédito. O banco Santander chegou a cobrar judicialmente uma dívida que ultrapassava R$ 400 mil.
A coluna destaca que houve um acordo no âmbito cível entre Jair Renan e a instituição financeira no ano passado, porém o processo criminal continua em andamento.
Pela legislação eleitoral brasileira, o fato de ser réu não impede uma candidatura nas eleições de 2026. Uma eventual inelegibilidade dependeria de condenação por órgão colegiado, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa.
A defesa de Jair Renan Bolsonaro sustenta que ele não cometeu crimes e afirma que o vereador teria sido vítima de terceiros.
Fonte: SCemPauta






