

Na manhã desta sexta-feira (15/5), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio ao Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, deflagrou a Operação Coringa, em investigação que apura a facilitação da entrada de aparelhos celulares na Penitenciária Industrial de Chapecó.
Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Chapecó, contra suspeitos de promoverem o ingresso de aparelhos de telefonia celular em unidade prisional. As ordens judiciais são cumpridas de forma simultânea nos municípios de Chapecó e Xaxim.
A investigação, iniciada a partir de denúncias, apura crimes de corrupção ativa e a tentativa de ingresso de dispositivos eletrônicos de comunicação no Sistema Prisional de Chapecó. O esquema envolveria o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens para aliciar pessoas e viabilizar a entrada clandestina de aparelhos celulares e smartwatches na unidade prisional. Entre os investigados está a companheira de um detento apontada como articuladora das tratativas criminosas e responsável pelos contatos relacionados à tentativa de suborno.
As apurações indicam que teriam sido oferecidos valores em dinheiro para facilitar o ingresso dos aparelhos no estabelecimento prisional, prática que representa grave afronta à segurança do sistema carcerário e potencial instrumento para manutenção de atividades criminosas a partir do interior da unidade.
No decorrer da operação, policiais do GAECO cumpriram um dos mandados de prisão expedido pelo Poder Judiciário em desfavor da investigada pela prática dos crimes de corrupção ativa e tentativa de ingresso de aparelho telefônico de comunicação móvel, sem autorização legal, em estabelecimento prisional.
A investigação tramita em sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.
Operação Coringa
O nome “CORINGA” foi escolhido em razão da imagem utilizada no perfil de aplicativo de mensagens empregado nos contatos relacionados às práticas criminosas investigadas. O personagem “Coringa” representa, no imaginário popular, a desordem, a manipulação, o caos e a ruptura deliberada das regras sociais e institucionais.
No contexto apurado, o nome da operação remete à tentativa de vulnerar a segurança do sistema prisional mediante práticas clandestinas de corrupção, buscando restabelecer canais ilícitos de comunicação entre o ambiente carcerário e o meio externo. A utilização da figura do personagem revela, ainda, uma simbologia associada à afronta à autoridade estatal, à subversão da ordem e à atuação criminosa estruturada à margem da legalidade.
GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.












