
O vereador Wilson Cidrão (Novo) propôs, no dia 6 de maio, um projeto de lei na Câmara de Vereadores para instituir em Chapecó o Programa “Farmácia Popular Pet”, voltado à ampliação do acesso a medicamentos e outros insumos veterinários. Cidrão defende que a proposta promove a saúde e o bem-estar animal, especialmente entre famílias em situação de vulnerabilidade social.
Wilson argumenta que, nos últimos anos, houve um crescimento expressivo da população de animais domésticos, os quais passaram a integrar o núcleo familiar, sendo reconhecidos como membros das chamadas “famílias multiespécies”: “Tal realidade impõe ao Poder Público a adoção de políticas que promovam não apenas a proteção animal, mas também o suporte aos tutores, especialmente no que se refere aos custos com cuidados veterinários”.
Nesse contexto, para Cidrão, o acesso a medicamentos veterinários ainda representa um desafio para grande parcela da população, sobretudo para famílias de baixa renda, que muitas vezes não conseguem arcar com tratamentos básicos, o que pode resultar no agravamento de doenças, abandono ou sofrimento dos animais.
Por outro lado, para Wilson, há significativa quantidade de medicamentos e produtos veterinários que, mesmo dentro do prazo de validade e em condições adequadas, deixam de ser utilizados e acabam sendo descartados: “A criação de um programa municipal para recebimento e redistribuição desses itens permitirá o aproveitamento adequado desses recursos, garantindo que cheguem a quem realmente necessita”, conclui o vereador.
Homenagem às vítimas da leucemia
Os 21 vereadores de Chapecó propuseram, em conjunto, um projeto de lei no final de abril, para denominar de “Lei Henrique” a legislação que regulamenta a Semana de Mobilização para Doação de Medula Óssea no município. A semana é comemorada anualmente entre 14 e 21 de dezembro, com o papel de esclarecer e educar a população sobre o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.
Henrique nasceu em 2017, após a realização de uma fertilização in vitro. Em junho de 2023, quando tinha seis anos de idade, foi diagnosticado com Leucemia Mielóide Aguda, o tipo mais agressivo de leucemia, passando então a enfrentar um intenso tratamento em busca da cura.
Durante esse período, Henrique passou por diversas etapas do tratamento, incluindo a realização de um transplante de medula óssea em Curitiba, tendo como doador seu próprio pai. Apesar dos esforços e dos procedimentos realizados, houve recidiva da doença, vindo a falecer em 29 de janeiro de 2024, logo após completar sete anos.
Recadinhos
- Imagine nascer com um erro no DNA que aumenta o risco de câncer e não saber. O maior estudo genômico sobre câncer já feito no Brasil descobriu que isso acontece com um em cada 10 pacientes, conforme a newsletter The News.
- Como assim? Esse erro no DNA, chamado de mutação hereditária, pode passar de pais para filhos sem que ninguém saiba que existe, e histórico de câncer na família não é coincidência: pode ser sinal de que outros parentes carregam o mesmo risco.
- Entre os familiares testados, quase 40% também tinham a mutação, sem ter desenvolvido nenhum câncer ainda. Pense que encontrar isso cedo permite vigilância e, em alguns casos, cirurgia preventiva.
- Um exemplo real: O estudo encontrou casos de uma mutação que um em cada 300 pessoas em algumas regiões do Sul e Sudeste a carregue, sendo herança de um ancestral comum de 300 anos atrás.







