
O presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública de Chapecó, Márcio Bueno, será o secretário de Estado da Segurança Pública se João Rodrigues (PSD) for eleito governador do Estado. Esta informação foi confirmada à coluna durante o fim de semana. Márcio é responsável pela integração entre as forças de segurança dentro do município de Chapecó há vários anos, mediando as ações e eventuais conflitos entre as corporações.
Esse sinal do ex-prefeito de Chapecó demonstra que a sua precipitação em se lançar como pré-candidato a governador pode repercutir também na formação do pré-gabinete, seja para atrair votos, seja para obter ainda mais confiança do eleitor que já declarou voto em João Rodrigues. O anúncio também indica que a segurança pública será um dos principais temas de campanha do pessedista, com direito a ataques ao atual governador, Jorginho Mello (PL).
Armas para vigias da Prefeitura de Chapecó
O vereador Cleber Fossá (MDB), que recentemente propôs um projeto de lei para regulamentar o uso de armas de baixo potencial ofensivo para monitores escolares na Rede Municipal de Ensino, propôs na terça-feira passada (5) outro projeto de lei, para contemplar de forma similar os vigias e agentes de proteção patrimonial da Prefeitura.
A proposta autoriza, em caráter colaborativo e não obrigatório, a realização de treinamentos integrados com forças de segurança municipais, estaduais e federais, mediante cooperação institucional, sem imposição de despesas adicionais: “Trata-se de medida preventiva e orientadora, destinada à promoção da segurança patrimonial e da integridade física dos agentes públicos e da população”, afirma Cleber.
Conforme o projeto de lei, a utilização dos instrumentos de menor potencial ofensivo dependerá de prévia regulamentação pelo Poder Executivo, capacitação técnica específica, avaliação psicológica compatível, requalificação periódica e observância dos protocolos operacionais vigentes. A utilização dos instrumentos deverá ocorrer de forma progressiva, moderada e proporcional à ameaça apresentada, vedado qualquer uso abusivo, arbitrário, ofensivo, discriminatório, incompatível com os direitos e garantias fundamentais.
Recadinhos
- A crise envolvendo a Ypê, líder do mercado de limpeza no país avaliado em R$ 3,6 bilhões e 2ª marca mais presente nos lares brasileiros, deixou de ser apenas um tema sanitário para virar um novo “Fla-Flu” da polarização política brasileira.
- Tudo começou na última quinta-feira (7), após a Anvisa determinar a suspensão da fabricação e venda de alguns detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos da marca, especificamente dos lotes com final 1.
- Conforme a newsletter The News, a empresa conseguiu uma liminar suspendendo temporariamente a decisão, mas optou por manter parte da produção parada enquanto ajusta os processos apontados pela Anvisa.
- No final de semana, perfis de políticos como o do senador Cleitinho, do vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, e de influencers ligados à direita passaram a convocar campanhas públicas de apoio à marca e de repúdio ao governo Lula (PT).







