quinta-feira, abril 30, 2026
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Novas informações são divulgadas pela polícia civil sobre feminicídio em Chapecó

Crime ocorreu na frente dos filhos e não se sabe ainda a motivação

Foto: Júlia Mocellin/ ClicRDC

Na manhã desta quinta-feira (30), a Delegacia Regional da Polícia Civil de Chapecó divulgou novos detalhes sobre o feminicídio de Roseli, ocorrido no último sábado (25), no bairro Bela Vista. A vítima, mãe de quatro filhos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Deonir Trindade, o casal estava separado há cerca de cinco meses, mas ainda mantinha contato por conta do filho em comum, de quatro anos. Dias antes do crime, o homem teria demonstrado comportamento agressivo, incluindo a subtração do celular da vítima para monitorar sua vida pessoal, motivado pela insatisfação com um possível novo relacionamento.

Com receio, Roseli chegou a deixar Chapecó e ir até Quilombo, onde reside o filho mais velho. Apesar da orientação para solicitar medida protetiva, ela optou por não formalizar o pedido, temendo consequências na relação do filho com o pai. Posteriormente, acreditando que não corria mais risco, retornou ao município.

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No dia do crime, o suspeito foi até a residência da vítima e efetuou três disparos na região da cabeça, que causaram morte imediata. As três crianças que estavam no local presenciaram a ação. O filho mais novo, inclusive, foi encontrado com sangue no corpo.

Após o crime, o autor fugiu e permaneceu escondido até se apresentar à polícia na terça-feira (28), acompanhado de advogado. Ele optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório, mas, segundo a investigação, há indícios de confissão indireta por meio de um áudio enviado a terceiros. A arma utilizada não foi localizada — o suspeito alegou tê-la perdido em uma área de mata.

O homem possui antecedentes criminais por roubo e homicídio, com condenações anteriores e histórico de violência. Ele estava em liberdade condicional no momento do crime.

A Polícia Civil instaurou inquérito e solicitou a prisão preventiva do investigado, além da quebra de sigilo de dados telefônicos.

A prisão preventiva já foi cumprida, após o homem se apresentar na delegacia.

Agora, o próximo passo é a conclusão do inquérito, que deve ocorrer dentro do prazo legal.

Segundo o delegado, o caso é tratado como um feminicídio clássico, motivado pela não aceitação do término do relacionamento. A vítima era descrita por conhecidos como uma mulher trabalhadora e dedicada à família.

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