
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quinta-feira (13), que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão tenha ocorrido por meio de um ataque hacker.
Segundo o tribunal, o registro foi realizado por meio do uso indevido da ferramenta de filiação por alguém que possuía as credenciais da própria legenda para efetivar filiações.
Em nota, o TSE informou que o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a adoção das providências cabíveis.
O ministro também determinou a instauração de um inquérito pela Polícia Judiciária para apurar as circunstâncias da alteração no cadastro eleitoral.
Mais cedo, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que identificou a mudança na filiação partidária enquanto reunia os documentos necessários para registrar a candidatura do senador à Presidência da República. A equipe jurídica chegou a levantar a possibilidade de invasão do sistema.
Flávio era filiado ao Partido Liberal (PL), que oficializou sua candidatura à Presidência em convenção realizada no fim de julho. A alteração para o Missão impediu, inicialmente, que o partido protocolasse o pedido de registro da candidatura.
De acordo com o TSE, o PL protocolou um pedido de desfiliação de Flávio Bolsonaro do Missão. A solicitação já está sob análise da Justiça Eleitoral.
O prazo para o registro das candidaturas termina às 19h de sábado (15).
Fonte: G1






