
O choro compulsivo de um filho que estuda na turma 21 da Escola de Educação Básica Bom Pastor, no centro de Chapecó, levantou a suspeita da mãe e a iniciativa de reunir outros pais e um vereador do município para denunciar uma suposta ação de excesso cometida pelas duas professoras da turma.
Conforme o relato da mãe ao jornalismo da Condá FM, que optou por não identificar a denunciante, de início, ela não sabia o que estava acontecendo: “A gente acabou descobrindo através de uma outra mãe que entrou em contato comigo pra falar de uma outra coisa bem aleatória que aconteceu na hora do recreio. Inclusive, ela disse para mim conversar com o meu filho sobre a história da fita dentro da sala de aula”.
Quando a mãe conversou com o filho, ele se desesperou: “Quando pergunte o que era a história da fita dentro da sala de aula, ele começou a chorar e disse ‘mãe, eu juro, eu não levanto, eu não converso, eu fico quieto, eu não fico levantando, até no banheiro eu não vou, mãe, porque eu tenho muito medo dela me amarrar com uma fita'”.
Alegações
Conforme a mãe, no momento em que uma criança levanta durante as aulas na turma 21, uma professora pega uma fita e amarra ela: “A professora regente bate com uma régua em cima da mesa quando a turma fica um pouco agitada, ela grita ‘olha a fita!’, ou pega a régua e bate em cima da mesa dela, ou da mesa das crianças que estão conversando”.
A mãe afirma ter se sentido desolada vendo o desespero do filho. Conforme ela, uma das professoras é efetiva do Estado, e as duas possuem, ao menos, um ano de atuação na EEB Bom Pastor. Esta mãe organizou outros pais, chamou o vereador André Pagnussat (Republicanos) e órgãos de imprensa para a reunião ocorrida na tarde desta quinta-feira (9) sobre o assunto com a direção da escola.
O que diz a Secretaria de Estado da Educação
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da Coordenadoria Regional de Educação de Chapecó, informou que está apurando o ocorrido na EEB Bom Pastor, em Chapecó: “A gestão da escola prontamente acionou a equipe do Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola para realizar o acolhimento e a escuta especializada dos familiares dos estudantes envolvidos”.
A SED afirma que repudia todo e qualquer tipo de violência praticada dentro e fora das escolas estaduais de Santa Catarina. Conforme o vereador Pagnussat, um processo será aberto pela secretaria para investigar a atitude das professoras. A direção da EEB Bom Pastor não quis se manifestar, e não autorizou o acompanhamento da reunião por parte da imprensa.






