
A Justiça decretou a prisão preventiva de um médico investigado por suspeita de abusar de mulheres durante atendimentos em Catanduvas, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina após acolher recurso apresentado pelo Ministério Público.
O pedido de prisão preventiva já havia sido feito pelo Ministério Público no ano passado, mas havia sido negado em primeira instância. Com a nova decisão, a medida cautelar foi determinada antes de eventual julgamento definitivo do caso.
A prisão preventiva pode ser decretada para garantir a ordem pública, a instrução processual ou a aplicação da lei penal, conforme prevê a legislação brasileira.
Em nota, a defesa do médico informou que recebeu a decisão “com serenidade”, mas afirmou estranhar a decretação da prisão neste momento do processo. Os advogados sustentam confiança na Justiça, reiteram a crença na inocência do cliente e afirmam que irão atuar para reverter a decisão. A defesa também pediu que sejam evitados “juízos precipitados” antes da conclusão do caso.
Denúncias e medidas anteriores
Segundo os relatos das vítimas, o médico se aproveitava da relação de confiança e da situação de vulnerabilidade durante consultas para praticar abusos, supostamente justificando procedimentos considerados impróprios.
Em setembro de 2025, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão e foi determinada medida cautelar de suspensão do exercício profissional. O Conselho Regional de Medicina também suspendeu o registro do investigado.
O caso segue em tramitação na Justiça.







