quarta-feira, abril 15, 2026
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Procedimento inédito no Oeste: hospital de Xanxerê faz primeiro implante de válvula aórtica pelo SUS

Técnica minimamente invasiva reduz riscos, acelera recuperação e amplia acesso a tratamento de alta complexidade para pacientes cardíacos graves


O Hospital Regional São Paulo (HRSP), em Xanxerê, realizou nesta semana o primeiro Implante Percutâneo de Válvula Aórtica (Tavi) pelo Sistema Único de Saúde no Oeste de Santa Catarina. O procedimento inédito na região marca um avanço significativo no acesso à alta complexidade, beneficiando pacientes com doenças cardíacas graves sem a necessidade de cirurgia aberta.

A intervenção foi realizada na última segunda-feira (13), após a habilitação da unidade em cardiologia de alta complexidade pela Secretaria de Estado da Saúde, em outubro de 2025. Com isso, o hospital passou a ser o único da região Oeste a oferecer o Implante Percutâneo de Válvula Aórtica pelo SUS.

Indicado para casos de Estenose valvar aórtica grave, o procedimento é considerado uma alternativa menos invasiva à cirurgia convencional. A doença compromete o fluxo sanguíneo do coração e pode causar sintomas como cansaço, dor no peito, desmaios e, em situações mais críticas, insuficiência cardíaca e risco de morte súbita.

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Segundo o cardiologista hemodinamicista Elias José Perin Conti, o principal diferencial da técnica é a abordagem percutânea. “O acesso é feito pela artéria femoral, permitindo a substituição da válvula sem abrir o tórax do paciente”, explica. A indicação, conforme o especialista, é voltada principalmente a idosos com alto risco cirúrgico, que muitas vezes não suportariam uma operação tradicional.

O procedimento envolve uma equipe multidisciplinar, com atuação integrada de cardiologistas, hemodinamicistas e cirurgiões cardíacos. Esse planejamento conjunto, de acordo com o médico, é essencial para garantir segurança e bons resultados clínicos.

Outro benefício relevante é a recuperação mais rápida. Em muitos casos, não há necessidade de anestesia geral, o que reduz riscos e possibilita alta hospitalar precoce.

A primeira paciente atendida pelo SUS foi uma mulher de 76 anos, que apresentou boa evolução clínica e já recebeu alta. O resultado, segundo a equipe médica, ficou dentro do esperado para esse tipo de intervenção.

Para a direção do hospital, a implantação do serviço representa um marco regional. Antes, pacientes precisavam se deslocar até a Grande Florianópolis ou recorrer à rede privada, arcando com custos elevados. Com a oferta pelo SUS, o acesso ao tratamento se torna mais democrático e amplia as possibilidades de atendimento para quem depende exclusivamente do sistema público.

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