
Dez doses da vacina contra o coronavírus sumiram de um posto de saúde no Centro de Apiúna, em Santa Catarina. De acordo com a NSC, após o sumiço das vacinas, que ocorreu no dia 10 de março, funcionários alertaram a Secretaria de Saúde, que registrou um boletim de ocorrência. Nenhum suspeito foi encontrado até o momento.
Segundo a secretária municipal de Saúde do município, Marciane Ferrari, ela foi comunicada ainda na quarta-feira (10), sobre o desaparecimento das doses da vacina que estavam em uma geladeira no posto de saúde. A equipe então acionou a Polícia Civil, que abriu inquérito para investigar o caso. Servidores e pessoas que passaram pela unidade naquele dia são ouvidos na delegacia.
Imagens das câmeras de segurança foram entregues às autoridades policiais, mas de acordo com o agente George Samagaia ainda não foi possível identificar algum suspeito. A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses: alguma pessoa de fora teria aproveitado para furtar as vacinas (na sala é feita a imunização de outras doenças, não só coronavírus, o que torna o movimento maior) ou algum funcionário subtraiu o material.
“Todos os servidores que têm acesso à sala já receberam as duas doses da vacina”, disse Samagaia.
A prefeitura abriu sindicância para apurar os fatos internamente. Marciane lamentou o ocorrido e disse ser a primeira vez em 21 anos de profissão que vivencia algo do tipo.
“E isso não aconteceu em nenhum município da região, infelizmente fomos os primeiros. É muito difícil. Há tantos idosos aguardando a vacina. São dez doses a menos”, lamentou.
Os frascos seriam a primeira dose para dez moradores. Além de identificar o autor, a polícia pretende descobrir o que foi feito com as vacinas. Além do furto ou peculato (quando é cometido por funcionário público), o responsável pelo desaparecimento pode responder por crime sanitário. Porém, Samagaia aguarda a conclusão do inquérito para definir quais os delitos cometidos. Ainda não há data para isso. Por lei, a investigação dura 30 dias, podendo ser prorrogada.
“É inadmissível vivenciar tudo que estamos e alguém fazer isso. Não é só um furto, é um crime contra a nossa saúde pública. É triste, mas vamos descobrir quem foi”, garantiu o prefeito Marcelo da Silva.







