
Não é de hoje que existe um projeto de globalização impulsionado pela Organização do Tratado do atlântico Norte (OTAN), EUA e Europa, gestado e dirigido pelo ex-presidente dos EUA Joe Biden do partido democrata. Este projeto é uma resposta a presença chinesa no continente que vinha desde a década de 1980 e fazendo altos investimentos na América Latina a exemplo de como os EUA e a Europa fizeram, especialmente Alemanha e Itália da Europa fizeram no Brasil com a chegada das grandes montadoras na metade do século passado. Na verdade, trata-se de projeto colonialista que tinha como carro chefe a famosa frase “América para os americanos”. Até mesmo o sistema educacional brasileiro teve sempre grande influencia de empresas particulares e do próprio governo dos EUA. Isso significa educar as crianças com os moldes da cultura norte-americana e o próprio estilo americano de viver. No Brasil e em toda a América Latina essa influencia da cultura norte americana foi sempre muito forte.
Mais recentemente o sistema financeiro mundial vem sofrendo grandes crises e agora há uma competição selvagem entre dois grandes impérios, o norte-americano e p chinês. Nesse embate que se tornou uma nova fase do capitalismo, os impérios precisam tomar posse de matérias primas para a produção da tecnologia. Isso significa ter acesso a territórios ricos em minerais críticos que sirvam para as grandes corporações aumentarem cada vez mais seus lucros. A mais recente tentativa de acessar esses territórios foi a guerra entre Rússia e Ucrânia. O império estadunidense por meio da OTAN sofreu uma grande derrota dos russos. O objetivo era colocar a Rússia de joelhos com a integração da Ucrânia a OTAN. Foi esse, portanto projeto da OTAN, EUA, do capital hegemônico, colocado em prática e que foi derrotado pela Federação Russa, apoiada pela China e também não menos, pela Índia e também pela Coréia do Norte. Essa se tornou sobretudo uma derrota política tanto para OTAN quanto para os EUA. Como não houve sucesso aí, a ideia é se voltar para o seu próprio “quintal”, onde existe riquezas. Esse lugar é a Venezuela, um dos maiores produtores de petróleo do mundo.
A invasão da Venezuela pelo EUA vem sendo preparada há muito tempo. Isso não é de hoje. Mesmo nos governos democratas dos EUA que colocaram em prática o projeto globalista, essa possibilidade já era abordada aqui e ali. Interessante é que se olharmos para a história veremos que ninguém se mobilizou para defender países que foram destroçados por essa busca incessante de energia para alimentar o lucro. Então vejamos, nem o Brasil se mobilizou e ninguém está se mobilizando em defesa da Venezuela porque Maduro é malvado; não se mobilizaram em defesa do Iraque, porque Saddam Hussein é malvado; ninguém se mobilizou em defesa da Líbia porque Muamar Kadafi era malvado; e ninguém se mobilizou pela Síria porque Bashar al-Assad era malvado. Todos esses países foram destruídos. E o próprio governo brasileiro ajudou a chegar a esse momento para a Venezuela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023 ameaçou romper com a Venezuela caso continuasse ameaçando invadir a Guiana. Agora com a invasão norte-americana ele não faz o mesmo, não rompeu, no máximo algumas recomendações. O Brasil não exerce nenhuma força na América Latina. Se depender do governo brasileiro a nossa América Latina se tornará mais submissa do que era no passado. O governo brasileiro está levando o Brasil a não ter mais nenhum poder na América Latina. Já deveria se quisesse mesmo ajudar os países vizinhos, enviar navios próximos a fronteira, demonstrar força. Os países mais respeitados são aqueles que possuem armas nucleares. Possuir armas nucleares é demonstração de força e poder num mundo multipolar. O Brasil tem terras raras que ainda não tem tecnologia para extração e isso deve ser feito por empresas estrangeiras. Então é preciso que nosso país se conscientize de uma vez por todas que é preciso investir de modo correto em pesquisas, foi isso que a China fez e faz, inclusive com as crianças desde a mais tenra idade, investindo na educação e no conhecimento.





